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segunda-feira, 28 de maio de 2012

O amor dos homens maduros

Mandy Lynne

Definitivamente paixão não é amor. Paixão pode ser folia, impulsividade, possessividade, loucura, desejo, momento.
Amor é arte, porque é um sentimento bem mais elaborado, se precisa saber dar e sentir. É amor quando o que damos SÓ faz bem ao outro, é construção.
Só se consegue amar um outro quando se consegue amar e respeitar a si mesmo. É cuidado, delicadeza, respeito, dedicação, inteireza, disponibilidade, cumplicidade, confiança plena.
Amor é um sentimento dos homens maduros.

Cintia Liana

sábado, 5 de maio de 2012

Viver pode não ser uma guerra

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Hoje parece que viver é uma guerra. As pessoas estão tão mal educadas, frias, impessoais, cada vez mais, mas nós só entramos na guerra se quisermos. O importante é buscarmos estar bem, não entrar em competição e entender que já pode ser uma batalha pessoal o nosso verdadeiro crescimento. O confronto consigo mesmo é mobilizador, mas é a liberdade para tudo. Só assim poderemos ser bons pais e educadores. Só assim poderemos sentir o gozo profundo de não ter a necessidade de guerrear e simplesmente poder sorrir.
Cintia Liana

quinta-feira, 29 de março de 2012

Entrando em contato com a vida

Cintia Liana. Itália.

A grande maioria das pessoas passa toda a vida sem ter a mínima idéia de quem são de fato, do que as compõe, sem se olhar com cuidado.

Quando falamos sobre os nossos segredos, medos e dores exterminamos vários fantasmas. Quando damos nome a uma dor estamos prontos a escutá-la, trabalhá-la e superá-la.

Quando falamos sobre as nossas dificuldades pessoais vencemos barreiras e nos libertamos de prisões emocionais.

Encare os seus fantasmas, fale sobre eles, dê nomes e eles logo desaparecerão.

Admita, assuma com firmeza, deixe fluir o que há em você. Dê espaço para o que é bom chegar.

Escolha ser leve, escolha viver na verdade. Com o tempo se pega o jeito, com o tempo se toma gosto. A vida deve ser um prazer, mas se deve aprender a vivê-la.

A psicoterapia te possibilita ter nas mãos uma lente de aumento para enxergar a vida e as relações, é um mergulho na realidade.

A escolha do autoconhecimento é um pacto de crescimento. Nada pode nos levar para trás quando firmes escolhemos andar avante.
Cintia Liana

segunda-feira, 19 de março de 2012

Amar se aprende


Mandy Lynne

Não se nasce amando, isso se chama apego. Amar se aprende.

Cintia Liana

domingo, 18 de março de 2012

Dinheiro valioso


Filme "O cisne negro"

O dinheiro mais valioso è aquele reservado todo mês para pagar uma boa psicoterapia. Já o autoconhecimento não tem preço, com ele podemos conquistar todo o resto.

Por Cintia Liana

sexta-feira, 16 de março de 2012

Personalidade Forte

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“Quello che è chiamato comunemente “forte di carattere” non ha niente di forte, anzi là si nasconde la debolezza e l’illusione della vanità con la rabbia di un bambino ferito e infelice. Invece la fermezza, la coerenza, l’onestà consapevole con la dolcezza sì, significano forza, molta forza. Dobbiamo rivedere i nostri concetti e valori, approfondire lo sguardo”.

“Aquilo que comumente chamamos de "personalidade forte" não tem nada de forte, ao contrário, alí se esconde a fraqueza e a ilusão da vaidade com a raiva de uma criança ferida e infeliz. Mas a firmeza, a coerência, a honestidade consciente com a docilidade sim, significam força, muita força. Devemos rever nossos conceitos e valores, aprofundar o olhar”.

Cintia Liana

sábado, 10 de março de 2012

Brilhe!

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Lembre-se, você é livre para brilhar o quanto quiser, não sinta culpa de ter sucesso e felicidade, mesmo que o outro esperneie de raiva e medo do tua competência. Brilhe, brilhe com toda a tua força e vocação. Temos o direito de ser quem quisermos, temos o direito de ser especiais, temos o direito de buscar a nossa luz, mesmo que o outro se sinta na escuridão. Nós somos responsáveis pela vida que buscamos.

Cintia Liana

A dor falada

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A dor falada e entendida é uma guerra interna vencida.

Cintia Liana

Se copiar, cite o autor. Plágio é crime!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A importância do respeito na amizade


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Por Cintia Liana Reis de Silva

Não há algo mais rico para se dar a alguém que chamamos de amigo que  o sentimento de respeito. Não há nada de mais potente que a força do respeito.

Você pode não sentir amor, mas o respeito é sempre necessário para continuação sã de uma amizade. No sentimento de respeito habitam tantos componentes importantes, como a confiança naquele ser, no que ele representa. Pena que muitos indivíduos não têm noção do significado desta palavra, talvez porque durante o seu desenvolvimento em família não tiveram contato com esses significados essenciais. Mas nunca é tarde para aprender e mudar. Quando se é adulto se pode e temos o livre arbítrio.
 
Nesse mundo para se viver bem, ao lado de pessoas maduras e que valem a pena de fato, é preciso experimentar respeito e entender a função dele na manutenção dos vínculos.
 
Se você não pode oferecer respeito a um amigo, então não capaz de oferecer mais nada de saudável. Não há como gostar de uma pessoa se não a respeitamos, se não a admiramos, se não confiamos. Amor sem respeito não é amor, é conveniência.
 
Por Cintia Liana

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O nosso encontro

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Para o meu marido

Não te amo perdidamente porque o nosso encontro nos deu chão.
Não te amo loucamente porque o nosso encontro nos deu mais paz e equilíbrio.
Mas te amo infinitamente porque o nosso encontro nos enriqueceu coração e mente.
Te amo com certeza porque o nosso amor nos deu inteireza.

Por Cintia Liana

Se copiar, cite o autor.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A insegurança de quem é rígido

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Por Cintia Liana Reis de Silva

Desconfio de alguém muito rígido, rigoroso, moralista, aqueles de frases feitas, decoradas, cheios de clichês.

Desconfio daquele que é muito apegado a severos valores morais, como se eles precisassem ser escritos para serem lembrados, como se não estivessem introjetados. Tem medo de se perder no que decorou.

Daquele que leva às cegas o aprendido como certo e errado na infância sem contestá-los ou questioná-los, como se precisasse levá-los para a vida de modo pesado, se escondendo atrás de afirmações austeras e superficiais, por medo de ser castigado.

Daquele quem não é capaz de chegar a um meio termo, que não se dá um tempo para pesar, analisar.

Daquele que não tem coragem de flexibilizar, de tentar olhar nas entrelinhas, dos que nem sabem que elas existem. Dos que têm medo de se contradizer.

Daqueles que não têm segurança e humildade de dizer “não sei”.

Não precisamos ser radicais na certeza do bem se ele está enraizado e bem resolvido em nós, não precisamos ser rígidos em nossas justas opiniões se as aceitamos, se elas fazem sentido e se estão bem ajustadas em nossas vidas. Assim, elas também são passíveis de serem remodeladas, pois já foram compreendidas, sabemos como chegamos a estas conclusões.

Ser correto e honesto não está no que se diz, não está na nossa língua e não está somente na educação que recebemos. Um adulto precisa reformular seus valores e questioná-los para ser de fato consciente do que é virtuoso, é uma construção de valores morais internos, é um processo de entendimento evolutivo, é necessário uma séria dialética pessoal, com a própria vida e seus significados. É preciso se tornar adulto. Caso contrário, são meros mecanismos de defesa do ego.

Não ser rígido e imutável não significa ser frouxo. Quem é rígido está tenso é o contrário de ser sólido, de estar seguro e de conhecer quem se é, com sinceridade.

Por Cintia Liana

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A ignorância é o maior inimigo do homem

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A ignorância é o maior inimigo do homem. Ele se torna um prisioneiro da sua própria limitação interna, um prisioneiro de um mundo sem muros, sua mente é a sua própria gaiola. É muito triste um passarinho que não pode voar somente por sua incompetência no entender e no pensar.

Por Cintia Liana

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Atenção e apreciação

Cintia Liana

Precisamos estar atentos à nossa vida e apreciar a nossa caminhada.
Estar atento significa dar atenção, vigiar, ter cuidado. Apreciar significa estimar, avaliar, ponderar, considerar, julgar, gostar.

Por Cintia Liana

Não quero meios amigos, quero sinceridade absoluta

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Por Cintia Liana Reis de Silva

Algo importante a se  trabalhar nos dias atuais é a culpa por não procurar pessoas que vivem nos cobrando atenção, até aquelas que não nos dão nenhuma. Acontece que devemos estabelecer prioridades se achamos que nosso tempo é precioso, assim como a nossa integridade e saúde emocional também.

Não temos tempo e nem devemos ter com aquelas pessoas que sentimos que falam de nós na nossa ausência sem cuidado, que riem e estão sempre prontos a fazerem uma crítica cruel. Dispenso! Esses são aqueles que nos rejeitam, não nutrem verdadeiro afeto, competem e até sentem inveja. Normalmente a falta de aceitação é recíproca, observe se você também não sente a mesma coisa. Quando a corda arrebenta de um lado é porque do outro ela também já foi muito puxada.

Nós devemos encontrar tempo para procurar pessoas que nos fazem sentir inteiramente seguros da atenção e amor que nutrem por nós, com amigos que nos deixam certos de que podemos confiar em sua amizade, em sua ética pessoal, em suas virtudes. Que tem cuidado com o que nos diz, como atende ao nosso telefonema, que se adapta muitas vezes ao nosso jeito mais cuidadoso, isso é delicadeza e respeito. Pessoas que vibram com as nossas conquistas como se fossem delas e que sofrem com o nosso sofrimento. Que nos aceitam, que confiam em nossa capacidade de análise da realidade e não têm a pretensão de querer nos controlar, pessoas que normalmente também aceitamos integralmente e que quando existe algo a ser resolvido isso acontece com leveza entre as duas partes, existe carinho para dialogar, simplesmente porque existe bem querer suficiente para crescer em prol daquela relação. Se você tenta e o outro não quer, lamento.

É preciso confiança, respeito, identificação, companheirismo, união, admiração, valorização para seguir adiante com uma amizade. Hoje tenho a certeza de que não tenho vontade de perder tempo com pessoas que não me acrescentam em nada. Não quero niguém bisbilhotando minha vida com minha autorização, querendo conversar para saber o que acontece comigo, para depois sair falando o que viu e me julgando, eu não preciso disso. Um dos maiores males da humanidade hoje é a curiosidade, pois o que mais tem é gente infeliz querendo se divertir às custas de inventar e falar mal da vida do outro. E sabe de uma coisa? No fundo, sabemos muito bem quem é sincero e quem não é, no final sempre descobrimos aquela fofoca irresponsável e leviana inventada por alguém que se diz nosso amigo, então pra quê insistir?

Eu não sou patologicamente carente, então sei que não aceito, não preciso e não quero meios amigos, meias verdades, meias palavras, não quero meia fidelidade, nem meia sinceridade, não me contento nem com 80 %. Sei em quem posso confiar e valorizo essas pessoas. Amigos são diamantes e precisam ser cuidados. E, cada vez mais, procuro dividir meu tempo só com quem é consciente desta realidade.

Por Cintia Liana

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ser justo com os inimigos

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Quem é verdadeiramente honesto consigo mesmo consegue ser justo até com os seus próprios inimigos.

Por Cintia Liana

Observação:
Inimigos: Aqueles com os quais entramos em algum tipo de "guerra"; inimigos sociais, ladrões, marginais; aqueles de má intenção, de espírito traiçoeiro, falsos; aquele que nos veem como ameaça e que desejam nos fazer mal.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O que sai da boca


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Um bom método para saber o nível de maturidade e educação de uma pessoa é observar qual é o linguajar que ela usa quando está nervosa ao se encontrar numa situação de descontrole emocional discutindo com alguém, a mesma coisa serve quando ela faz uma brancadeira de conteúdo sexual. Não há problema algum em se “descontrolar” ou falar de sexo, mas na boca de quem é pulido e fino não moram palavras pejorativas, preconceituosas e de baixo escalão. O que sai da boca é reflexo do que é alimentado na alma.

Por Cintia Liana

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O imperfeito amor materno

Foto: Texto de uma amiga,
a escritora Mônica Montone, formada em psicologia.
Para ler o texto acima clique na foto para aumentá-la.

Por Cintia Liana Reis de Silva

Definitivamente o amor materno não é perfeito e nem tem que ser. Elizabeth Banditer, pesquisadora, conhecida por escrever sobre o mito do amor materno, diz que o amor é inerente a condição de mãe, que ele não é determinante. O amor de mãe pode variar de acordo com a consciência de cada uma, de acordo com as ambições, frustrações, cultura, ele pode ser fraco ou forte, existir ou não existir, aparecer e desaparecer, pode ser bom ou ruim, ter preferência por um filho ou não.

Existem mães de todos os jeitos, mãe não é tudo igual. Existe mãe que sufoca, mãe egoísta, descuidada, superprotetora, patologicamente medrosa, controladora, chantagista, competitiva, que faz da vida do filho um verdadeiro inferno, fazendo ele depender dela porque tem medo de perder a sua companhia, por exemplo. Existem também as que sabem amar, as que se questionam. As mãe são humanas.

Nos escondemos por trás dessas frases para não questionarmos a nossa própria educação, os nossos próprios valores. Se diz “é coisa de mãe”, como um modo de desculpar a má educação que se dá, sem ter nenhuma responsabilidade com as consequências. É como se o outro não fosse capaz de entender esse amor tão mitizado, desconsiderando o olhar assustado que quem vê a cena absurda, de quem ouve a mãe falar aquela bobagem. Ser mãe não é deliciar o próprio ego narcizista e infantil, para fortalecer e perdurar convicções, mesmo que para isso tenha que fazer o filho sofrer. Ser mãe é educar para a vida, para o convívio com outras pessoas, cada ser humano é peça fundamental na sociedade, a soma deles é a paz ou o caos.

Uma mulher consciente busca educar o filho para ser um adulto responsável e efetuoso com sua vida e com os outros. É tarefa difícil, precisa de jogo de cintura, entender o comportamento psicológico, temperamento, personalidade, ir lapidando com cuidado e reflexão esta nova alma. Precisa de tempo e amor saudável. Não dá para colocar filho no mundo para alimentar o próprio ego sem pensar nas consequências, para somente se realizar, para provar que é capaz de parir. Ser mãe, assim como ser pai, é tarefa de grande responsabilidade, é  preciso senso de justiça apurado. É preciso ir muitas vezes ir contra as nossas próprias convicções.

Geralmente é mais fácil achar que sempre estamos certos, mudar de postura dá muito trabalho, exige energia, desapego. Acreditar que nossos pais não são perfeitos magoa. Preferimos acreditar que eles são perfeitos e quem sabe assim também o seremos?

Existem mães que sabem educar, já outras não. Mães que olham seus filhos como pequenos coitadinhos, outras que mostram a eles que podem ser fortes e vencedores, sem passar por cima de niguém. Mães que trabalham as suas frustrações para não colocá-las em cima do filho. Existem pessoas lúcidas e outras não, como também existem mães lúcidas e outras não. O fato de ter um filho não precisa torna ninguém estúpida, embreagada de amor materno e isso nãe é desculpa para fazer besteiras, usar os filhos como cobaias para tentar acertar. Muito menos precisam ser super heroína, portadora do amor mais poderoso do universo.

Existem formas diferentes de ser mãe e ela não tem que ser perfeita. Estudos mostram que mulheres conseguem mais facilmente ser boas mães se também tiveram um solo fértil e equilibrado em sua infância, explica Bowen, o pai da teoria do apego. É mais fácil se dar aquilo que se teve, dar aquilo que se conhece e experimentou. As que sofreram normalmente reproduzem o modelo que tiveram, aquilo que conhecem, a não ser que façam um trabalho de autoconhecimento para não cair no erro de repetir os padrões intergeracionais, e isso é possível, a tomada de consciência é totalmente possível.

Mães erram sim. Há aquelas que ainda colocam fraldas, dão bico e mamadeira a filhos de 5 anos, sufocando o seu crescimento com a busca incessante de fazê-lo estagnar naquela fase para não perder o seu bebê tão amado. Pai e mãe que colocam o filho para dormir entre eles na cama matrimonial; casais que fazem amor com o filho dormindo ao lado, sem querer perceber que o filho vê, acorda e sente a energia do sexo. Erram sim.

Pais superprotetores que passam os seus medos ou quer que seus filhos se tornem superdependentes e que acreditam que eles devem ser os super heróis dos filhos, quando esses pais nem mesmo conseguiram enfrentar e nem dar conta de seus próprios fantasmas.

Pais erram e criam crianças egoístas, agressivas, que não conseguem enxergar o outro porque dentro de suas casas são tratados como o centro do mundo. Ou o oposto, crianças depressivas, inseguras, sofridas.

Pai e mãe consciente é aquele que se permite ter dúvidas e se pergunta: “estamos sendo justos?”, “estamos sentindo pena do nosso filhos?”, “como os meus sentimentos de culpa e preconceitos inflenciam na educação dele?”, “estou educando bem?”, “no que posso melhorar independente do que acredito ou quero acreditar?”, “como minhas neuroses e medos podem influenciar na vida emocional de meu filho?”, “de que modo isso pode influenciar no seu futuro, no seu comportamento?”. Esses buscam estar conscientes, se questionam, que educam sem estar apegados a suas crenças antigas e a própria educação que tiveram de seus pais.

Tem também aqueles pais que perguntam a um amigo psicólogo o que acha da educação que dão. Quando o amigo psicólogo chega a falar, depois de muita insistência por parte dos pais, eles não querem ouvir, mudam de assunto, ou começam a se desculpar, justificar. Quem quer de fato melhorar não pergunta opinião de um amigo psicólogo, vai direto a um terapeuta de família,  paga pela sessão, ouve tudo o que não quer ouvir. Muda. Em mais de 12 anos de experiência clínica só o segundo ouve e muda. O que pede opinião geralmente não passa de um curioso querendo ouvir elogios tecnicos.

É mais fácil não se questionar, mas pais criam filhos como Suzane Richthofen e depois da crueldade que fazem, a mídia, em nenhum momento, propõe uma discussão sobre como ela deve ter sido educada. Nem conseguiram jogar a culpa na adoção, como em geral o fazem, porque ela era filha biológica. Não se trata de culpabilizar os pais, nem ninguém, mas de dar algumas responsabilidades e de entender como podemos criar melhor as futuras gerações, de questionar o nosso egoísmo, o nosso apego em relação a algumas crenças e farsas sociais.

Poucos estudiosos e escritores questionam o mito do amor materno, pouco se fala sobre ele. Acredito que, como motivo inconsciente, não queiramos tocar de algum modo no arquétipo de grande mãe, na imagem da Virgem Maria, da Nossa Senhora, mas não podemos nos comparar a ela, mesmo com o desejo de ser uma boa mãe, com toda a bondade, amor e pureza que ela representa. Mais nobre é encarar a nossa humanidade, tentando ser cada vez mais justa, para ter filhos psicologicamante mais saudáveis.

Há quem diga que a dor de parir influencia no amor que a mãe alimentará por seu filho, mas ele não é determinante, se fosse assim não veríamos bebês de mulheres que acabaram de parir jogados no lixo. Não veríamos mães adotivas tão apaixonada e  educando tão bem seus filhos que não pariram e nem, tampouco, veríamos pais tão maravilhosos, que dão todo o amor que uma criança precisa para estar no mundo experimentando segurança emocional plena. Ser pai e mãe é um processo de descobertas de si mesmo, é tentar ser melhor para educar melhor, mas exige preparo. Não é certo ter um filho para aprender com ele a terefa de ser gente. Uma criança não merece tamanha crueldade e responsabilidade.

Nós humanos adoramos frases feitas, ideais perfeitos, fórmulas do amor e verdades absolutas para nos proteger de nossas falhas e fragilidades. Mas ainda acredito que tantar aguçar um olhar analítico para alcançar outras verdades, mesmo que elas nos desagradem, mesmo que isso doa, é o caminho mais rico e que nos leva a crescer e melhorar a nossa própria realidade, fazendo outros serem humanos que dependem de nós mais felizes.

Cintia Liana Reis de Silva, é psicóloga, psicoterapeuta, especialista em casal e família. Já acompanhou e teve contato com mais de 2.000 casos.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Quem eu sou


É tão interessante a óticas das pessoas. Tenho amigos de todos os jeitos, procuro não julgar, só prezo pela honestidade. Interessante é o que eles acham de mim. Tem uns que me acham simples demais, acham que "não tenho cara de baiana", que não tenho a ver com o lugar que eu valorizo e tenho orgulho de ter nascido. Tenho também os que me acham metida, pensam que não gosto e não aceito o lugar onde nasci e cresci.
Começo a achar que sou um ser bem difícil de compreender. Se não me olharem com aceitação e sem querer achar rótulos fica difícil mesmo, é assim com todo mundo.

Nessa história de ser de um lugar tão estigmatizado e turístico, cada vez mais faço questão de saber diferenciar bem a cultura popular da cultura de massa. Diferenciar a simplicidade do mau gosto.

Ter sensibilidade para apreciar a subjetividade de toda estética é necessário. Não encaixar em nossos próprios padrões de pré julgamentos é interessante, cria um mundo novo diante dos nossos olhos.
Voltando para a Itália entendo que em minhas veias também pode morar o sangue europeu que herdei de alguns bisavós, mas sinto o quanto sou brasileira, mais que isso, sou baiana, sou mesmo de lá.

Sou feita das palavras de Jorge Amado,
constituída pelas canções de Caymmi,
pelas poesias de Castro Alves.
Dos 8 aos 18 morei nas "tardes de Itapuã",
nos meus pés e na minha cintura moram o samba do recôncavo,
o ritmo do meu caminhar tem o som e o toque do atabaque e do bongô.
Sou boa de ginga e na capoeira não me desafie.
Cresci cantado.
Sou a mistura de Pedro e Walkíria,
mulher de Paolo, o mais novo ítalo-baiano,
eu sou assim.
Posso estar aqui,
posso me adaptar,
posso rodar o mundo,
mas meu ritmo eu sei qual é e sei valorizar,
eu sou menina baiana e esse brilho ninguém pode me tirar.
E tem mais: só quem é simples sabe enxergar.
Na fantasia de cada um eu posso ser o que elas quiserem,
mas eu tenho direito de ser e viver quem eu sou.
...E continuarei caminhando, descobrindo, transformando e sendo Cintia Liana.

Por Cintia Liana

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O que é feio

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Medo, medo, medo, medo. Medo todos nós sentimos em algum momento, não adianta negar. Tem gente que tem tando medo que até chega a ter medo da palavra medo ou até de admitir que o sente.

Medo faz parte do instinto de sobrevivência do ego humano e não é vergonha nenhuma sentí-lo. Às vezes é até sinal de inteligência, pois indica perigos, nossos limites. Não somos infalíveis, nem super heróis e nem temos a obrigação de ser.

É muita vaidade e orgulho negar o medo. Não há problema nenhum em sentí-lo, assim como também não há problema em sentir raiva, a diferença é que o homem sábio sabe muito bem o que fazer quando os experimenta e procura refletir sem receio e sem alimentar máscaras.

Feia é a covardia na recusa do auto conhecimento. Feia é a pretensão e a burrice da vaidade. Feio é a falta sinceridade. Feio é a falta de conhecimento. Feio é a falta de simplicidade.

Por Cintia Liana

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Tolerância e mudança

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Como dizia Sai Baba, mestre espiritual da Índia, “seja tolerante com os erros alheios e cruel com os seus próprios".

Ser tolerante traz sensação de paz. Na medida em que você sente que tem seu tempo para entender e mudar as coisas dentro de si mesmo, tem também a percepção clara de que os outros são assim igualmente. As pessoas mudam, enxergam, até aquelas que escolhem não mudar com esta nova persepção.

Conhecendo a si mesmo entenderá o mundo, o caminho das pedras está no conhecimento da nossa própria subjetividade. Bem assim. Quem somos nós para exigir que o outro veja, que o outro mude? Cada um com o seu tempo e forma de crescer. Quem é psicólogo precisa entender isso o mais cedo possível ou fica louco vendo os erros alheios dentro de um consultório.

Não querer provar nada a ninguém dá sensação de felicidade, realização, completude e tranquilidade.

Mas ser tolerante não significa ser permissivo, submisso e aceitar ofensas. Tolerância é não ser propotente, autoritário, é não querer estar no controle, é não levar tudo como uma ofensa pessoal. É não querer competir, medir força ou influência, querer ensinar há todo momento, é estar em paz, não querer provar nada ao outro.

É fundamental buscar ser tolerante ao extremo para viver em paz comigo mesmo e com os outros, trabalhando o senso de valor antes de tudo consigo mesmo.

A psicologia sistêmica mostra e prova que quando mudamos a nossa forma de nos relacionar as pessoas respondem de modo diferente, algo no mundo já muda em relação a nós. Então comece.

Um felicíssimo ano novo para todos nós!

Por Cintia Liana


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

La criatività e la nuova lingua


Cintia Liana

Ripetere vuole dire “dire un’altra volta”. Ripetere vuole dire “dire nuovamente”, basta la parola “ripetere”.
Gemelli, ad esempio in portoghese, vuole dire due, è ridondante dire due gemelli perche non si dice tre gemelli; sono trigemelli, quindi immaginate la mia voglia di ridere quando lo ascolto in italiano, “due gemelli”. Hahaha Va bene che in italiano non si u...sa trigemelli, rispetto.
Un straniero quando sta imparando l´italiano non sta imparando a parlare, lui sta imparando una seconda lingua, ha già imparato a parlare nella sua lingua madre, NON STA FACENDO I SUOI PRIMI PASSI. Quando lui impara l’italiano può trovare le parole corrispondenti alla sua lingua, lui già conosce i segni linguistici e suoi significati, non sta iniziando la sua vita linguistica da capo.

Un straniero può capire quando un italiano parla la sua lingua in maniera errata e insiste in ripetere una “frase fatta”, invece di costruire una frase più intelligente. Perche ripetere “che stai a di...?” se si può dire “che cosa stai dicendo?”? Il gerundio esiste per essere usato.

Infine dico che un bambino impara più veloce un’altra lingua di un adulto quando questo adulto è PIGRO oppure non accetta i cambiamenti imposti per le circostanze di sua vita. L’adulto può imparare più veloce perche ha più maturità, istruzione e, di solito, un maggiore livello di studio di un bambino. Gli stranieri anche pensano e sentono, ma è molto difficile, sopratutto nei primi anni fuori del suo Paese d'origine. Solo chi prova questa esperienza lo può capire.
Por Cintia Liana, Psicologa e psicoterapeuta

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Relação e processo de cura

Cintia Liana

"É tão bom quando uma pessoa que nos fez mal no passado reconhece que errou. É maravilhoso também ter a oportunidade de mostrar ao outro que reconhecemos o nosso erro e sentimos muito pelo mal que causamos. É importante para a continuidade sã da relação. É precioso para o nosso processo de cura pessoal".
Por Cintia Liana

sábado, 3 de dezembro de 2011

Aprender a ler a vida

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Não tenha medo, nem preguiça de tentar entender, ler, ter curiosidade. Quando se entende, se deixa de ser analfabeto naquele quesito, e isso é libertador. Aproveite e mude seus hábitos. Seja criativo. O que antes era mistério, obscuro, uma interrogação subjetivamente limitante se transforma em luz e te faz entender vários detalhes importantes que te ajudarão na vida. As descobertas devem ser uma deliciosa atividade. Emagine então o quanto podemos nos deliciar tendo como base a quantidade de mistérios no mundo que podemos desvendar!

Por Cintia Liana

Se copiar cite o autor, plágio é crime!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Como pode acreditar no amor uma pessoa que não sabe amar?


Como pode acreditar no amor uma pessoa que não sabe amar? Não pode. Paciência com ela. Ela não pode ver fora o que não experimentou dentro. Ela não pode acreditar que exista algo que não está disposta a viver. Ela distila veneno porque vive na infelicidade. Procuremos viver o que é bom, vamos transformar, só assim vale a pena viver. (Cintia Liana)

Uma confissão: Soube, há uns 4 meses, que falaram que uma conhecida se casou por conveniência, imediatamente pensei, "e quem se casa por incoveniência?" rsrs Ao mesmo tempo me dei conta do quanto pessoas tristes agravam a sua infelicidade quando veem pessoas se casando, se unindo. Ainda mais se estes que se unem estiverem muito felizes. Tudo que disseram por maudade deve ser visto como piada e quem falou deve sentir vergonha


Por Cintia Liana

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Cresça e pare de reclamar

 Julie de Waroqui

Uma pessoa que não consegue se enxergar jamais entenderá o mundo, sempre se sentirá num mundo a parte, sempre irá cobrar e não se dará conta que não faz o suficiente. Dê, não importa se o outro não te dá, faça para o outro por você, se isso te faz sentido.

O entendimendo do outro passa antes de tudo pelo antendimento de nós mesmos. É um confronto necessário, árduo com nossa sombra, porteriormente passa a ser menos amedrontador, processo precioso para o nosso crescimento.

Mude com o mundo que ele mudará com você, não se sinta vítima porque você não é. Se não enxergar em você o que é necessário jamais sairá do lugar e ficará brigando a sua própria sombra sem saber. Ficará brigando com o seu lado sombrio refletido no outro que te incomoda.

Não peça para o outro acordar, o importante é que você acorde! Não importa se o outro não cresce, o importante é que você cresça! Depois disso quase nada mais te incomodará. Levem sempre consigo uma dose extra de compaixão e amor. Assim, tudo faz mais sentido, somos mais felizes e paramos de reclamar.

Cintia Liana

P.S.
[Eu hoje em dia me divirto demais vendo o outro cobrando sem dar, vendo o outro exigindo com grosseria e nem se dá conta de sua postura ridícula. Antes isso me incomodava, hoje no máximo me faz rir e me faz ter mais vontade ainda de crescer e ter cuidado para não fazer o mesmo com ninguém. Sabem? As pessoas crescidas não têm tempo para essas coisas, a gente quer viver o que é leve, com gente que sabe nos respeitar.]

Por Cintia Liana

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cria, ativa, idade



Postado Por Cintia Liana

Miss Dior "Cherie"



Miss Dior "Cherie" Commercial - By Sofia Coppola

Postado Por Cintia Liana

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Felicidade é autoconhecimento

Cintia Liana
 
Por Cintia Liana Reis de Silva

No fundo, bem lá no fundo dá muito medo ser feliz, medo de ter e perder, a psicologia explica. Mas ser feliz é autoconhecimento. É escolha, é preciso entender o propósito, entrar em contato com nosso merecimento e trabalhar nossos sentimentos de culpa.

Ser feliz nada tem a ver com momentos. Felicidade é conquista de maturidade, é instituir espaço para essa presença na vida, rever prioridades, se policiar, se esforçar com dignidade.

É aprender a estar no mundo com razão e coração na medida certa, sim, na medida certa, e porque não?

È diferenciar-se, individuar-se, trabalhar os padrões familiares. É ser flexível, dar e dividir com jóia. Duvidar das próprias convicções, mudar. É uma maravilha mudar, é liberdade em si mesmo.

É aprender a conviver e mergulhar nos nossos próprios dilemas e dores sem aceitar ser vítima de nada e nem de ninguém. É se livrar das próprias amarras, da hipocrisia, trabalhar a inveja. É encontrar novos rumos, ter esperança e estar consciente de todas as escolhas com a noção da nossa responsabilidade sobre tudo, sobre o nosso futuro.

É fazer questão da ética e da virtude, buscar ter tolerância para lidar com as pessoas. Ser forte, espalhar ternura, mesmo sem encontrá-la fora. É acreditar no milagre do amor.

É se amar, se aceitar, se gostar na perfeita imperfeição, sentir com encanto que não há, em nenhum lugar do mundo inteiro, alguém igual a você, cheio de mistérios a serem descobertos, alguém cheio de infinitas e belas possibilidades.

O mundo inteiro está dentro de nós mesmos, todas as respostas, todas as conquistas, basta olhar dentro para ser feliz.
Cintia Liana Reis de Silva é psicóloga e psicoterapeuta, especialista em psicologia conjugal e famíliar e adoção. Autora dos blogs http://www.finapresenca.blogspot.com/ e http://www.psicologiaeadocao.blogspot.com/ e do livro "Filhos da Esperança". Ela vive e trabalha na Itália.
 
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Por Cintia Liana

Silêncio


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"Barulho todos nós sabemos fazer, já o silêncio é só para aqueles que sabem escutar".
(Cintia Liana)

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Requintes

Cintia Liana

"Reverencio a vida, a boa educação, a gentileza, a simplicidade, a generosidade desprovidade de qualquer interesse. Busco ser leve na vida das pessoas. Não cobro e nem devo nada. Ninguém é obrigado a suportar a nossa falta de educação, nossas palavras mal colocadas, críticas, pequenas grosserias e falta de sensibilidade. Se tiver que chegar saiba como chegar, se tiver que ficar tenha delicadeza, isso hoje em dia é algo notável e precioso, requintes que cada vez mais raramente tenho visto".
(Cintia Liana)

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