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sábado, 21 de novembro de 2009

Coisas de mim


Irene Lamprakou

Esses últimos dias estive com uma vontade imensa de escrever. Sempre gostei, mas desta vez foi especial, uma vez que desejei dividir de uma forma aberta, num blog. Dividir idéias, reflexões, anseios, inquietações, questionamentos que nos levam a ir além das aparências. Contudo estive relutante. Por vezes uma enxurrada mental de textos, temas, seguidos de um medo de colocar em prática, organizar. Parei para sentir e vejo que flui.

Verdade é que quando lemos ou escrevemos nos tornamos mais perto de nós mesmos.

Explico minha tese. Ao lermos, brota a imaginação de forma mais consciente. Produções imaginárias que mostram um pouco do que nós somos.

Quando escrevemos, produzimos material que vem de nós mesmos. Isso dá medo, porque nos mostra um pouco de nós. Mas é uma forma de renascer. Não qualifico como algo bom ou ruim, isso seria subestimar muito e simplificar esse resultado, esse conteúdo pessoal, esse processo. Digo que é difícil, porque qualquer coisa que nos mostre um pouco de nós, verdadeiramente, causa impacto, transforma, nos leva ao velho e a todas as possibilidades do novo.

E esse “eu” que me reporto não é esse "eu” vagabundo, que “flerta”, dança, vagueia e se mostra o tempo todo. Esse “eu” que insisti em estar à frente de tudo não passa de uma máscara do ego que usamos para nos relacionarmos socialmente. Ele é chamado de super ego ou, pelos Junguianos, de Persona, máscara. Eu falo de outro, do “eu sou”, de um pouco do primitivo, do “eu” criança ou agressivo, daquele que não mostramos nem para nós mesmos diante do espelho. Esse “eu” aparece, ao menos uma pontinha, assim, de forma despretensiosa, quando escrevemos, pois falamos um pouco sobre a nossa forma de ver as coisas.

Antes de nascer eu ja havia escolhido não sofrer desse mal, do mal da alienação e da ignorância do auto conhecimento. Eu cresci lendo, fazedo terapia e foi assim que tomei o gosto pela psicologia. Graças a minha mãe, uma mulher super terapeutizada e engajada nesse meio.

Adotarei mais esse meio, escreverei! Dividirei, afinal, são longos anos de estudo, pesquisa, terapia e auto-análise. Não posso desperdiçar essa troca com amigos. Quero energizar e ser energizada por “finas presenças”.

Falarei então de amores meus: arte, literatura, poesia, comportamento, psicologia, música, cinema e o que mais me der inspiração.
Sejam bem vindos ao meu espaço. Ao nosso.

Por Cintia Liana

******* Aproveito para dar notícias. Estou no Brasil atendendo alguns pacientes na clínica da Barra, mas passarei dezembro na Itáilia. Antes de viajar visitarei meus afetuosos ex-alunos da IBIS, "finas presenças" em minha vida. *******

******* Boas vindas a todos, família, pais, irmãos, tios, primos, amigos, pacientes e pessoas que conheci em minhas palestras, entrevistas em rádios e TV e que se tornaram parte importante em minha caminhada. Cara Tâmara, vc é parte disso. Lembra que vc me ouviu a primeira vez na Rádio Metrópole em 2003? rsrs *******

Obrigada por existirem em minha vida. :)

2 comentários:

Família de Manoel Gomes Aguiar disse...

"Falarei então de amores meus: arte, literatura, poesia, comportamento, psicologia, música, cinema e o que mais me der inspiração" Cintia Liana

Parabéns,Cintia! Seu blog está muito bonito e muito bom.
Com essa decisão de escrever e tornar acessível a todos seus ricos sentimentos, suas profundas análises sobre "o humano" você nos presenteia com um pouco do seu eu mais profundo e com muito do que já tem de bagagem dos seus estudos e de suas esperiências, nos seus bem aproveitados 33 aninhos de vida.

Coloquei sua frase no início do comentário porque esses também são alguns dos meus amores.
Seja feliz e muito grata pela oportunidade.

Antonia Roza (Aracaju-SE)

Walkíria disse...

lINDO!!!!! aMEI O bLOG.