Foto: Irene LamprakouSeguidores
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Eu chego mais além
Foto: Irene Lamprakouquinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Ser responsável
Foto: Google Imagens
Foto: Google ImagensSer adulto
Pascal Bruckner, A tentação da inocência, pg. 104.
Texto extraído do Blog "Palavra Aguda".
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Foto: Getty ImagesFoto: Cintia Liana
Luz e sabedoria!
Por Cintia Liana
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
A doçura do amor
["O amor pode ser doce como um pêssego e na Itália os pêssegos são muito doces.]
Foto: Getty ImagesEncontrei essa poesia da querida Adélia Prado no Blog Boteco Literário.
Linda! Dá pra sentir que é nas pequenas coisas que mora a doçura do amor.
CASAMENTO
(Adélia Prado)
Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como ‘este foi difícil’
‘prateou no ar dando rabanadas’
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.
Por Cintia Liana
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Descobri trinta anos
Foto: Getty Images[A foto acima me intriga. O que será que pensavam essas mulheres naquela época? Será que era muito diferente do que pensamos hoje?]
Minha alma
Hoje lembrei tanto da música "Luz" de Djavan que não pude deixar de postá-la. Como tudo tem um motivo interno, sei que minha alma pede nesse momento essas palavras e esse som por algum motivo importante. Deve ser porque "um trem entrou no meu eu e davagou feliz".
Então, vamos curtí-la em letra e vídeo.
(Djavan)
No burro a canga
Na menina a tanga
O verde do mar é um
Verde num toque quase azul
Do infinito ao zoom...
Marelou...
Candomblé oxum
Zamburar pra tirar egum
O que não se vê
Tá aí
Como tudo o que há
Minha fé riu-se de mim
Pelo quanto triste
Eu falei de dor
Como se no fundo
Da dor
Não vivesse a paixão
Mal-me-quer...
A vida segue seu lamento
Um tanto flor
Um leito de rio
No cio
Um cheiro de amor
É amor
Quando não diz
É fogo por um triz
Um trem entrou
No meu eu
E divagou feliz...
E na dor
Eu passo um giz
Arco-irisando a solidão
Na lição
Que o sol me traduz:
Viver da própria luz
Por Cintia Liana
domingo, 20 de dezembro de 2009
Com Licença Poética
Quando nasci um anjo esbelto,
Foto: Cintia Liana Por Hudson MatosAntónio Alçada Batista
Fonte: http://palavraguda.wordpress.com (Indico também. Muito bom!)
Por Cintia Liana
sábado, 19 de dezembro de 2009
Loira e muito inteligente
É claro que todo esse processo ocorre em nível inconsciente.
O mito da loira burra é real e ganhou o mundo graças ao cinema. A literatura afirma que mais exatamente com a bela Marilyn Monroe, diva de Hollywood que interpretou diversas personagens fúteis e sedutoras. Loiríssima que seduz milionários. O filme foi baseado no romance homônimo da norte-americana Anita Loos, lançado em 1925. Anita contava que teve a idéia numa viagem de trem. Enquanto ela, morena, arrastava as malas sem comover a ala masculina, uma loira ao seu lado era paparicada por todos os marmanjos. Hoje o estereótipo é alimentado, em grande parte, pelos homens.
O psicólogo Tony Cassidy, da Universidade de Coventry, na Inglaterra, em sua pesquisa, mostrou que, apesar de preferirem as loiras, eles acham que elas são menos inteligentes. No Brasil, o preconceito sobrevive graças a uma mentalidade branqueadora.
"Nosso ideal de beleza privilegia as mulheres de pele clara e as loiras", diz o antropólogo Renato da Silva Queiroz, da USP. "A lenda da loira burra seria, então, uma espécie de vingança das morenas", diz.
*Segundo o Discovery Channel, a origem do estereótipo de que loiras são burras ocorreu por uma estratégia montada por empresários judeus que objetivavam denegrir a raça ariana, a superioridade da raça branca da ideologia nazista; escolheram uma das atrizes de maior destaque em Hollywood da época, a loira ingênua Marylin Monroe e fizeram uma grande campanha publicitária.
Entendo que deva ser mais fácil se sentir homem ao lado de uma mulher bonita e burra, porque lidar com uma mulher inteligente não é para qualquer homem, só para os de verdade.
Tem que ser muito homem para aceitar a inteligência e sucesso de uma grande mulher, tem que ser muito seguro para se relacionar com uma mulher inteligente e bem sucedida, então, como homens que se prezam estão em extinção, eles insistem em esperar que sejamos burras, mas acabam se frustrando ou nos enxergando da maneira que querem.
Depois chega o tal do Gabriel O Pensador, que se intitula pensador, estampando em seu nome artístico tal adjetivo e faz uma música taxando as loiras de burra. Sei que ele se refere à mulheres em geral, que vivem nos salões de beleza, pintando os cabelos, cuidando da aparência externa, vivendo na alienação da vaidade, mas isso foi prestar um desfavor a sociedade porque reforçou o preconceito frente as loiras e o desejo dos homens em terem mulheres burras com as quais eles poderiam se relacionar, sem medo de se sentirem inferiores.
Comigo a regra ficou louca. Como dizia minha avó, "comigo não, violão!".
Estou aqui para quebrar regras, romper com preconceitos, apreender o novo, ensinar o libertário, lançar desafios e me superar sempre. Adoro ser loira, amo me sentir bonita, mas o meu maior gozo é ser inteligente.
Foto: Marilyn Moroe. Google imagens. É uma das mais famosas estrelas de cinema de todos os tempos, um símbolo de sensualidade e um ícone de popularidade no século XX.
2. tema; assunto;
3. epígrafe;
Estereótipo:1.chapa ou clichê usado em estereotipía.
2.trabalho impresso por meio de estereotipía.
3.modelo conceitual rigido que se aplica de forma uniforme a todos os indiviuos de uma sociedade ou grupo, apesar de seus matizes e divergencias.
Por Cintia Liana
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Ter e mudar de opinião
"Sou um ser questionador, em constante movimento. Não me condenem por minha opinião, ela pode mudar em um minuto. Meu pensamento é rápido e estou usando-o há todo tempo para processar minhas percepções e conhecimentos bordados de seus múltiplos detalhes."
Cintia Liana
“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.”
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"Quem nunca altera a sua opinião é como a água parada e começa a criar répteis no espírito."
"A honra é, objetivamente, a opinião dos outros acerca do nosso valor, e, subjetivamente, o nosso medo dessa opinião."
Arthur Schopenhauer
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"O progresso é impossível sem mudança. Aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada."
George Bernard Shaw
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
A inteligente arte que "incomoda"
"Do começo ao fim" e "Abraços partidos".

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Foto: Google. Filme "Abraços partidos"
Se for ler a sinopse de "Abraços partidos" não o assistirá, pois não expressa nada do que verá. Na sinopse que li passava ser um filme depressivo, triste e monótono. Acabei vendo-o por causa do horário e não pela motivação natural que a arte me traz. O filme já estava começando, mas também não deixaria de ver um filme de Almodóvar, o veria nem que fosse em outro momento.
Não me arrependi. O filme é muito interessante e prende a nossa atenção. Almodóvar sempre surpreende com suas tramas nada convencionais e Penélope Cruz se mantém linda e talentosa com um ar de "Bonequinha de Luxo" arrebatadora.
[Pedro Almodóvar Caballero (Calzada de Calatrava, 24 de setembro de 1949) é um cineasta, ator e argumentista espanhol.
Almodóvar nunca pôde estudar cinema, pois nem ele nem sua família tinham dinheiro para pagar seus estudos. Antes de dirigir filmes foi funcionário da companhia telefônica estatal, fez banda desenhada, ator de teatro avant-garde e cantor de uma banda de rock, da qual participava travestido. Foi o primeiro espanhol a ser indicado ao Óscar de melhor diretor. Homossexual assumido, seus filmes trazem a temática da sexualidade abordada de maneira sublime.]
Vamos dar bilheteria aos filmes nacionais e espanhóis!
Por Cintia Liana
domingo, 13 de dezembro de 2009
Chaplin, brilhante e eterno.
Foto: Google Imagens
Foto: Cintia Liana Por Hudson Matos
Foto: Cintia Liana Por Hudson Matos
Foto: Cintia Liana Por Hudson Matos
Foto: Cintia Liana Por Hudson Matos
Além de atuar, Chaplin dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente compôs a trilha sonora de seus próprios filmes, tornando-se uma das personalidades mais criativas e influentes da era do cinema mudo.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Oscar Wilde
Ensaio fotográfico: "Fada"
Foto: Cintia Liana Por Hudson MatosHudson Matos é um jovem artista de muita sensibilidade, cheio de vida e criatividade.
Isso merece uma exposição. Quem sabe num futuro bem próximo? Aguardem nossas próximas travessuras.
Ficou lindo! Confiram algumas fotos.

domingo, 29 de novembro de 2009
"Fada da Adoção"
Foto: Cintia Liana no Jornal Correio da Bahia, 29 de novembro de 2009."Fada da adoção". Esse foi o título ultilizado pelo jornalista Sylvio Quadros para a matéria que fez sobre mim e sobre meu trabalho com adoção de crianças.
No início da entrevista, pouco depois de ter sido procurada pelo Jornal Correio da Bahia, que sempre mostra interesse em minhas andanças e estudos, achava que o tema seria adoção, mas o jornalista muito tranquilo e simpático me advertia que a matéria era sobre meu trabalho social.
Enfim, falei de adoção, mas tive que falar bastante de mim. São dois assuntos totalmente correspondentes. De toda forma, falei bastante de adoção, pois não há tema mais lindo e encantador.
Resultado, uma matéria muto bonita, com um toque de magia dado pelo jornalista e uma foto muito criativa do fotógrafo Robson Mendes.
Obrigada Correio!
Segue a matéria para quem mora fora da cidade ou do País e que não leu:
Matéria de 29 de novembro de 2009 do Jornal "Correio da Bahia".
"Fada da Adoção"
"Ela não tem asas ou varinha de condão, mas há quem ande falando justamente o contrário. Para muitos pais que adotam filhos, a psicóloga baiana Cintia Liana - 33 anos, duas tatuagens e um diploma em Campinas (SP) - é uma fada madrinha; ou, mais precisamente, a “fada madrinha dos pais adotivos”.
O apelido surgiu há três anos, no tempo
Além da experiência, ganhou amigos.
“Hoje, as pessoas me ligam de todas as partes do Brasil”, afirma Cintia. “Quando meu grupo de discussão na internet chegou a 230 membros, achei que já era hora de fazer um recadastramento e limitar o número de participantes. Os pais falam muito de suas intimidades, e isso é coisa séria. Muita gente manda fotos, mensagens de apoio e perguntas. É ali que muitos manifestam o desejo de adotar”.
Na entrevista que concedeu ao CORREIO, Cintia fez honra ao apelido que ganhou de uma mãe. Em dado momento, sua voz embargou enquanto contava a história de um garoto que, mesmo com deficiência física, vivia feliz com a esperança de ter uma família; seus olhos, grandes e curiosos, marearam de lágrimas. “As pessoas ainda têm receio de adotar, mas elas precisam saber que isso liberta a alma. Toda relação de amor surge da convivência e do respeito, e não da herança genética”, diz.
Para os interessados, no entanto, não basta só interesse. Apenas o Juizado de Menores pode avaliar quem está apto a adoção. Cintia, do seu consultório, fica encarregada de aconselhar, preparar e, principalmente, quebrar preconceitos.“Muitos pais me procuram com medo de adotar crianças mais velhas, semenxergar que elas já vêm com um repertório, uma riqueza e a consciência de que desejam ter uma família”.
Durante a entrevista, a psicóloga aproveitou ainda para quebrar a esperança de futuros pretendentes. Em janeiro, Cintia volta à Itália com um propósito acadêmico (planeja fazer um curso sobre a Escola de Milão, “referência mundial em sua área”) e outro romântico (“meu noivo é italiano e vou aproveitar pra visitá-lo”, revela, com indisfarçada timidez). Afinal, a “fada” também é humana.
Por SYLVIO QUADROS."
sábado, 28 de novembro de 2009
Não te enganes
Indico ler ao assistir "Primo Basílio". A obra em vídeo está muito boa, com Débora Falabella, Reynaldo Gianecchini, Fábio Assunção, Glória Pires, Guilherme Fontes, Simone Spoladore, Zezeh Barbosa e outros. Com direção e produção de Daniel Filho.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Ordem e Amor
O amor preenche o que a ordem abarca.
O amor é a água, a ordem é o jarro.
A ordem ajunta,
o amor flui.
Ordem e amor atuam juntos.
Como uma linda canção obedece às harmonias,
assim o amor obedece à ordem.
Assim como o ouvido dificilmente se acostuma
às dissonâncias, mesmo quando são explicadas,
assim também nossa alma dificilmente se acostuma
ao amor sem ordem.
Muita gente trata essa ordem
como se ela fosse uma opinião
que se pode ter ou mudar à vontade.
Contudo, ela nos preexiste.
Ela atua, mesmo que não a entendamos.
Não é inventada, mas encontrada.
É por seus efeitos que a descobrimos,
Como descobrimos o sentido e a alma.
Muitas dessas ordens são ocultas. Não podemos sondá-las. Elas atuam nas profundezas da alma, e freqüentemente as encobrimos com pensamentos, objeções, desejos e medos. É preciso tocar no fundo da alma para vivenciar as ordens do amor.
Constelação Familiar é um recente método psicoterapêutico, com abordagem sistêmica fenomenológica, de fundo filosófico, desenvolvido pelo filósofo e psicoterapêuta alemão Bert Hellinger. Trabalha os padrões de comportamento que se repetem nas famílias e grupos familiares ao longo de gerações. Traz à luz uma série de dificuldades sofridas, fazendo o terapeutizando tomar consciência, romper com padrões e mudar o curso de sua história.
O glamour dos médicos do novelista Manoel Carlos
Não é a primeira e nem a segunda novela de Manoel Carlos em que ele coloca os médicos como semi deuses, ou melhor, como deuses, sem nenhum exagero da minha parte e o mais interessante é que o diretor da clínica sempre é o tal do “Dr. Moretti”. Que fixação!
O “ato médico”, como projeto de Lei, acabou de ser votado na Câmara dos Deputados e enviado ao Senado Federal, o qual deflagra um absurdo abuso de poder, ferindo os princípios do SUS, a autonomia das profissões e limitando o exercício dos demais profissionais de saúde.
Quando falamos de saúde, não podemos nos reportar somente ao corpo e nem a meros procedimentos convencionais. Têm procedimentos hospitalares que os endeusados ignoram, pois são de competência de outras áreas acadêmicas.
Simplesmente o autor novelesco parece estar alheio a tudo, dando cada vez mais destaque ao médico na novela, insistindo em colocar o sujeito como o centro das atenções e fazendo o público ouvir exaustivamente frases ridículas como:
“Só médico entende esses termos” (Será que ele nunca ouviu falar em fisioterapeuta?)
“Tem que estudar muito para ser médico” (Só para ser médico tem que se estudar muito? Será?)
“Eu posso, eu sou médico” (Que poder é esse?)
“Médico não tem tempo pra nada” (Que mito! E os jornalistas?)
“Ele é médico, ele sabe o que fala” (Todos os médicos sabem o que falam? Tem certeza? Só acredito se você for médico!)
Com todo respeito aos médicos, inclusive a muitos queridos amigos meus, alguém diga, por favor, ao Manoel Carlos, que só em suas novelas os médicos sabem tudo. Ninguém sabe tudo! Nem Albert Einstein ou Sigmund Freud. Ninguém!
Manoel Carlos tem que conversar com João Ubaldo Ribeiro*, que em seu novo romance, “O Albatroz Azul”, escreve um interessante e inteligente capítulo, onde tem, entre outros personagens, uma parteira e um médico.
A medicina tem que sofrer um abalo, ser reciclada, pois do contrário certamente esta ciência ortodoxa estará falida. O povo está acordando, conhecendo o viés da indústria farmacêutica, entendendo que a saúde é reflexo do alimento e que a qualidade de nossas emoções e sentimentos trazem conseqüências ao nosso corpo físico.
As novas tendências da medicina estão aí, mas nem todos os seres endeusados médicos estão acompanhando.
Cada vez mais encontramos pessoas buscando outros meios de tratamento. Talvez seja por isso esse desejo de dar mais poder ao médico com esse projeto de lei, por saberem que boa parte da ciência médica ainda se refere a uma visão arcaica e ultrapassada do humano, carente de reformulações, que não está acompanhando justamente a evolução das descobertas e que muitas dessas descobertas ainda estão respaldadas somente e absolutamente no equivocado método científico, o método ocidental.
O paradigma ocidental tem como base as noções de validade, controle, predição, neutralidade, num laboratório artificial e controlado e procedimentos experimentais que possam garantir um processo livre de contaminação proveniente dos processos subjetivos. É uma empresa praticamente alienada aos processos sociais, econômicos, culturais, políticos e ideológicos. Para tornar algo “científico” é necessário passar por um crivo rigoroso. Certas verdades sutis se perdem nesse processo, pois não conseguem dar conta de serem mensuradas pelas bases do paradigma ocidental
A medicina não trabalha com a subjetividade, aspecto essencial para o tratamento de qualquer coisa quando falamos de ser humano, ser tão complexo.
Torna-se impossível, neste momento, conceber a subjetividade dentro das perspectivas científicas ocidentais, tendo em vista o nível em que esses paradigmas científicos ainda se encontram em pleno século XXI. Concordando com Edgard Morin, percebo que o momento vivenciado é mesmo o da pré-história do pensamento Humano.
Algumas pessoas ainda estão fixadas em suas idéias e fantasias infantis e dão a impressão de que não cresceram, não transcenderam. A visão que o novelista tem dos médicos é no mínimo infantil, direito dele, mas que não faça o povo brasileiro engolir isso.
Muuuuuuito bom: *João Ubaldo Ribeiro. O Albatroz Azul. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Todo psicólogo é louco? Não se iluda. Nem um pouco!
Foto: Google Imagens
Foto: Mônica Montone Por Rogério FelícioO verdadeiro louco, para mim, é o bufão, o louco do Tarot. Aquele que tudo sabe e nada diz. Aquele que aprendeu a olhar, mergulhar e conviver com seus dramas. Aquele que sabe usar a palavra certa para cada tipo de ouvido. Aquele que quer ir para o norte e vai, sem desviar, mesmo pegando atalhos. Aquele que sabe o momento exato de se calar. Aquele que sabe que as agressões nada mais são do que incapacidade de lidar com medos e frustrações e por isso espera, calmamente, o tempo do outro de chegar à leveza. O que diz coisas duras, sem perder a ternura jamais.... O que descobriu um caminho para a transformação do metal em ouro e gentilmente convida o Outro para um passeio pela mesma floresta... O que não pretende responder nadar, saber nada, mas, sentir e perceber tudo.... Não o candidato à vaga de artista só para demonstrar que é contra o sistema, para sair do anonimato ou para comer alguém...
Sei que é um trocadilho infame, mas, acredito que Arte não se faz com arte [leia sapequice].... Se faz com calma, alma, sangue, sublimação e anseio de transformação..."...
sábado, 21 de novembro de 2009
A verdadeira inteligência

Em nosso olhar moram certezas, dúvidas, desejos, mágoas, alegrias, expectativas, e isso "contamina" o que é olhado. Dos nossos olhos até a imagem existe uma distância enorme, a distância do que se processa dentro do ser pensante. O que captamos e como captamos, uma imagem ou situação, está contaminada com uma série de preconceitos, com uma visão do que é moral, amoral ou imoral que é nossa, adquirida ao longo de nossas vidas, baseadas em nossos valores, aprendizados, costumes, hábitos familiares, da comunidade, da sociedade e cultura em que estamos inseridos e trazemos crenças e formas de pensar que às vezes ultrapassam gerações e gerações. O jeito de vivenciar e manejar aquela tal situação pode não passar de mais um ítem do repertório intergeracional familiar.
O Construcionismo Social tem uma excelente frase: “O olhar do observador deforma a realidade”. Tudo o que nós vemos está contaminado com nossas próprias referências e crenças, que às vezes arrastamos por décadas.
Aquela pessoa que você tinha certeza de que era louca, outra que era boba, ou ingênua, será que era mesmo? Ou ela era quando estava com você, que a fazia sentir-se assim? Pois é, comece a perguntar e perguntar sempre, caro amigo. Nunca é demais ter essas dúvidas.
Às vezes a gente funciona da forma que o outro espera e nem percebemos. Lindo isso! Isso é ser humando, é ser gente, ser cheio de dobraduras e possibilidades.
Penso que o ser humano inteligente é o que questiona, que quer ver além dos horizontes impostos por normas e códigos de conduta.
Precisamos abandonar o pensamento tradicional e desenvolver um pensamento pós moderno, pensamento este que entende que o ser humano tem capacidade de abarcar sistemas que são móveis e esse espaço é atemporal e ilimitado e demanda e permite um pensamento híbrido, abertura e transformação em todos os setores da vida.
O pensamento conquistado na pós-modernidade é o pensamento “transdisciplinar, transparente, que lida com a possibilidade do ser-e-não-ser e com as infinitas cores do jogo de luzes de um caleidoscópio”. (WEBER)
Fluidez paradgmática é outra característica do pensamento pós-moderno, o que não mais permite a postura maniqueísta e parcial, pois existe uma gama de solicitações existenciais. É preciso ajustar o velho com o novo e adquirirmos equilíbrio nesse momento de revolução paradigmática.
Por Cintia Liana
- Como é o nome?
- "Eu e o sol".
Sem esperar muito, recitou:
- "As galinhas que estão no quintal já comeram duas minhocas, mas eu não vi."
- Sim? Que é que você e o sol têm a ver com a poesia?
Ela olhou-o um segundo. Ele não compreendera.
- O sol está em cima das minhocas, papai, e eu fiz a poesia e não vi as minhocas...
[Clarice Lispector – Perto do coração selvagem]
Quanto mais abrimos nossos horizontes, mais nos tornamos inteligentes para perceber o mais sutil. Para mim, inteligência é a capacidade de enxergar e entender o que os outros nem imaginam que exista.
Em tudo mora um mistério.
Por Cintia Liana
Coisas de mim

Esses últimos dias estive com uma vontade imensa de escrever. Sempre gostei, mas desta vez foi especial, uma vez que desejei dividir de uma forma aberta, num blog. Dividir idéias, reflexões, anseios, inquietações, questionamentos que nos levam a ir além das aparências. Contudo estive relutante. Por vezes uma enxurrada mental de textos, temas, seguidos de um medo de colocar em prática, organizar. Parei para sentir e vejo que flui.
Verdade é que quando lemos ou escrevemos nos tornamos mais perto de nós mesmos.
Explico minha tese. Ao lermos, brota a imaginação de forma mais consciente. Produções imaginárias que mostram um pouco do que nós somos.
Antes de nascer eu ja havia escolhido não sofrer desse mal, do mal da alienação e da ignorância do auto conhecimento. Eu cresci lendo, fazedo terapia e foi assim que tomei o gosto pela psicologia. Graças a minha mãe, uma mulher super terapeutizada e engajada nesse meio.
Adotarei mais esse meio, escreverei! Dividirei, afinal, são longos anos de estudo, pesquisa, terapia e auto-análise. Não posso desperdiçar essa troca com amigos. Quero energizar e ser energizada por “finas presenças”.
Falarei então de amores meus: arte, literatura, poesia, comportamento, psicologia, música, cinema e o que mais me der inspiração.
Sejam bem vindos ao meu espaço. Ao nosso.
******* Boas vindas a todos, família, pais, irmãos, tios, primos, amigos, pacientes e pessoas que conheci em minhas palestras, entrevistas em rádios e TV e que se tornaram parte importante em minha caminhada. Cara Tâmara, vc é parte disso. Lembra que vc me ouviu a primeira vez na Rádio Metrópole em 2003? rsrs *******
Obrigada por existirem em minha vida. :)







