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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mulher de Minutos

Foto: Monica Montone By Rogério Felício

Não sou mulher de minutos
Daquelas que os segundos varrem para debaixo do tapete sujo
Não pinto os cabelos de fogo
Nem faço tatuagem no umbigo
Me recuso a usar corpetes e cinta-liga

Há sementes em meu ventre
São poemas que ainda não reguei
Prefiro guardá-los em silêncio
Até que o tempo amadureça meus minutos
E a vida me contemple com seus frutos

Não borro meus cílios com a solidão da noite
Nem pinto meu rosto com a palidez das manhãs
Meu corpo é feito de marés
Onde navegam mil anseios
Veleiros sem direção
Estou sempre na contramão

(Mônica Montone)

Poema de minha grande amiga Mônica Montone que intitula o seu primeiro livro lançado no Rio de Janeiro em 2003.

Foto: Monica Montone

Mônica Montone é autora do livro “Mulher de Minutos”; Íbis Libris, 2003 e participou das antologias poéticas “Ponte de Versos”; Íbis Libris, 2004; “ República dos poetas”; Museu da República, 2005 e “Seleta de Natal, poemas”; organizada por Mauro Salles, 2006”; Poesia Sempre”, Fundação Biblioteca Nacional, 2007; “Poesia do Brasil”; Grafite, 2007, entre outras. 

Atualmente escreve para o blog Fina Flor, que conta com mais de 200.000 acessos http://www.finaflormonicamontone.com/


Coisa de amiga coruja, e com razão!

Comentários:

“Mônica Montone quando sobe no palco é uma bomba atômica” (Domingos Oliveira)
“Mônica Montone não é uma estrela, é uma constelação, é o som, é tudo”(Sergio Natureza)
“A voz de Mônica Montone é linda e as músicas são excelentes” (Arnaldo Brandão)
“Adorei a música Mulher de Minutos (Paulinho Moska)
“Mônica Montone é uma poeta que não só tem o que dizer como o faz com seu próprio estilo.” (Salgado Maranhão)
“Seu livro é uma brisa forte e delicada e a cada vez que o abro e fecho algo dele nasce! Uma beleza de frescor e verdade” (Marco Lucchesi)
“Você é muito linda e ótima no palco. Meus parabéns! Gostei! Merece um palco maior, como o do Canecão, te esperamos lá”! (Mario Priolli)
“Impressionante a força e beleza que essa menina tem no palco” (Paulo Betti)
"Mônica é atrevida” (Lauro Macedo)
“Impossível descrever o carisma da Mônica” (João Veiga)

Fonte: http://beta.matrizonline.com.br/cinematheque/2010/monica-montone/

Foto: Mônica Montone

Foto: Mônica Montone

Por Cintia Liana

domingo, 13 de dezembro de 2009

Chaplin, brilhante e eterno.

Foto: Google Imagens

Durante a minha infância, sempre passava em frente aquele pequene quadro na sala da casa da minha avó, via um desenho do rosto de Chaplin e lia sua frase: "Só odeiam os que não se fazem amar".

Aquele homenzinho sempre me chamou a atenção desde criança por suas palavras sábias, sempre apontando para a importância da ternura.

Na época não entendia ao certo a responsabilidade daquela frase, mas hoje, mulher, não só entendo, como também acredito nisso.

Hoje elegi quatro pequenos textos dele que gosto muito e dizem muito do que eu penso do mundo.

Foto: Cintia Liana Por Hudson Matos

Pensamos demasiadamente

Sentimos muito pouco

Necessitamos mais de humildade

Que de máquinas.

Mais de bondade e ternura

Que de inteligência.

Sem isso,

A vida se tornará violenta e

Tudo se perderá.

Charles Chaplin


Foto: Cintia Liana Por Hudson Matos

O Caminho da Vida


O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)


Charles Chaplin


Foto: Cintia Liana Por Hudson Matos

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.


Charles Chaplin


Foto: Cintia Liana Por Hudson Matos

Minha fé é no desconhecido, em tudo que não podemos compreender por meio da razão. Creio que o que está acima do nosso entendimento é apenas um fato em outras dimensões e que no reino do desconhecido há uma infinita reserva de poder.

Charles Chaplin


Repassar pensamentos sábios de amor são sementes que plantamos para a reflexão de alguém que precisa mudar, se humanizar.

Foto: Google Imagens
Sir Charles Spencer Chaplin, Jr., KBE (Londres, 16 de Abril de 1889 – Corsier-sur-Vevey, 25 de Dezembro de 1977), mais conhecido como Charlie Chaplin, foi um ator, diretor, dançarino, roteirista e músico britânico. Chaplin foi um dos atores mais famosos do período conhecido como Era de Ouro do cinema estadunidense.
Além de atuar, Chaplin dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente compôs a trilha sonora de seus próprios filmes, tornando-se uma das personalidades mais criativas e influentes da era do cinema mudo.

Por Cintia Liana

sábado, 12 de dezembro de 2009

Oscar Wilde

Foto: Cintia Liana Por Hudson Matos

Adoro este texto de Oscar Wilde!
Apreciem!
Loucos e Santos
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
[Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde (Dublin, 16 de outubro de 1854 — Paris, 30 de novembro de 1900) foi um dramaturgo, escritor e poeta irlandês, expoente da literatura inglesa durante o período vitoriano, sofreu enormes problemas por sua condição homossexual, sendo preso e humilhado perante a sociedade.]
Por Cintia Liana

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ordem e Amor

Foto: Cintia Liana

O amor preenche o que a ordem abarca.
O amor é a água, a ordem é o jarro.

A ordem ajunta,
o amor flui.
Ordem e amor atuam juntos.

Como uma linda canção obedece às harmonias,
assim o amor obedece à ordem.
Assim como o ouvido dificilmente se acostuma
às dissonâncias, mesmo quando são explicadas,
assim também nossa alma dificilmente se acostuma
ao amor sem ordem.

Muita gente trata essa ordem
como se ela fosse uma opinião
que se pode ter ou mudar à vontade.

Contudo, ela nos preexiste.
Ela atua, mesmo que não a entendamos.
Não é inventada, mas encontrada.
É por seus efeitos que a descobrimos,
Como descobrimos o sentido e a alma.

Muitas dessas ordens são ocultas. Não podemos sondá-las. Elas atuam nas profundezas da alma, e freqüentemente as encobrimos com pensamentos, objeções, desejos e medos. É preciso tocar no fundo da alma para vivenciar as ordens do amor.
[Poema de Bert Hellinger - Constelação Familiar]

Constelação Familiar é um recente método psicoterapêutico, com abordagem sistêmica fenomenológica, de fundo filosófico, desenvolvido pelo filósofo e psicoterapêuta alemão Bert Hellinger. Trabalha os padrões de comportamento que se repetem nas famílias e grupos familiares ao longo de gerações. Traz à luz uma série de dificuldades sofridas, fazendo o terapeutizando tomar consciência, romper com padrões e mudar o curso de sua história.
Por Cintia Liana