Seguidores

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Pensando em Você

Foto: Cintia Liana. Roma, Itália

(...) "Eu estou pensando em você, pensando em nunca mais te esquecer." (...)




Por Cintia Liana

sábado, 25 de setembro de 2010

Siamo Tutti Uguali


Foto: Google Imagens


Todos nós temos um lado “luz e sombra”.
Todos nós, em alguns momentos, somos bons e em outros muito egoístas, mesmo sem nem imaginar.
Todos somos humildes, e em outros necessitamos ser poderosos.
Somos adultos e infantis.
Todos temos certezas e incertezas.
Temos coragem e medo, corpo e alma, beleza e feiura.
Temos organização e problemas, mesmo que não os enxerguemos.
Todos nós acertamos e nos enganamos.
Todos somos humanos, nascemos, vamos envelhecer e morrer, não dá para evitar, somos iguais, o que nos diferencia é a forma de olhar o mundo, é o desejo de mergulhar em si mesmo, a consciência que temos de nossas limitações, erros, dificuldades e da nossa beleza.


Por Cintia Liana

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mannaggia a te!

Foto: Google Imagens


Mannaggia a te!
È, sì!
Amo! Amo molto!

Por Cintia Liana

A felicidade da maturidade e a maturidade da felicidade

Foto: Google Imagens


Há algum tempo acho que aprendi o que é ser feliz, na verdade estou aprendendo.
Momentos felizes? Não, nada disso, isso é pra quem assiste o programa da Hebe. A felicidade pode ser algo permanente.

Existem momentos de tristeza, de lamento, mas a felicidade existe no entendimento de que tudo na vida faz sentido, que temos que desenvolver a paciência e a aceitação de certas coisas, ao mesmo tempo caminhar e conquistar o que considera ser importante, gozando o presente de ter o presente e que assim se terá um bom futuro, só assim existe a paz, elemento essencial para a felicidade.

Não desejar o que é de ninguém e sentir que se pode conquistar o que quiser também faz parte, isso ajuda a ter a consciência limpa e tranquila. Se gostar, se amar e valorizar sua própria existência, que ela é importante e faz todo sentido.

Fazer escolhas com muita calma e muita firmeza, mesmo que doa, acreditando em seus verdadeiros princípios. Enxergar o que se ganha logo após, se sentir merecedor e trabalhar a culpa do que se tem e do que se ganha de bom.

Infelizmente a felicidade só se conquista com a maturidade. Eu lamento não ter tido 34 anos quando havia 15. Paciência, o que importa é o presente do presente e o plantio de um bom futuro feliz com sabedoria.

Gostoso é ser maduro, terapeutizado, diferenciado e lúcido, isso é felicidade.


Por Cintia Liana

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A liberdade de ser tolerante

Foto: Irene Lamprakou.Getty Images


Sinto compaixão por pessoas intolerantes. Realmente sinto compaixão porque ainda não tiveram a chance de se encontrarem com elas próprias.

Quanto mais intolerantes somos é porque mais coisas temos para mudar e não queremos ver, assim é mais fácil ver e falar da vida e dos erros dos outros.

Não sou Freudiana, mas concordo com o mecanismo de defesa intitulado “identificação projetiva” do gênio teórico, que diz que nos incomodamos com traços do outro que há em nós mesmos, mas o rejeitamos demais para conseguir enxergá-lo em nós, então vemos no outro e rejeitamos.

Sinto compaixão por gente mal humorada, infeliz, ansiosa, que se sente superior, mas que nem sabe o que é amar a si próprio e só está feliz quando há algum motivo especial. De gente irritadiça, que critica demais, que vê defeito na vida do outro, mas é incapaz de criticar a sua própria vida muitas vezes. De gente raivosa no trânsito ou que se incomoda demais com o comportamento alheio achando que é o centro do mundo e que todos o fazem só para tirá-lo do sério.

Sinto muita compaixão por pessoas que passam uma eternidade falando da vida alheia, apontando o erro dos outros, mas não tem a mínima noção de suas falhas e quer matar o primeiro que apontá-las. Que não consegue ficar sozinho e nem calado.

Temos que entender que precisamos deixar o outro ser como ele quer, comer, vestir, ouvir, falar, sentir, ter medo, ser feliz, viver, se apaixonar, que nem sempre estamos certos e que a nossa mais absoluta certeza pode estar redondamente equivocada. Todos temos o direito de errar, de entender e reconhecer coisas novas e saber que esses erros nos levarão a muitos outros acertos.

Penso que devamos ser intolerantes e falar mal da maldade, das injustiças, mas com o jeito e os limites dos outros? Somos diferentes mesmo e é isso que dá cor ao mundo.

Faço um exercício todos os dias, sempre que há oportunidade: sempre que vejo algo de “errado” em alguém, automaticamente tento ver duas coisas “erradas” em mim. No início dói, mas depois é bem gostoso, porque assim eu aprendo a ser mais tolerante todos os dias. No mais, só me resta sentir compaixão. E quer saber? Isso é demasiadamente libertador! Não querer mais mudar o mundo, mesmo assim ajudar a quem precisa e ter cada vez mais consciência das minhas próprias dificuldades é uma delícia.

Por Cintia Liana

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"Preciso aprender a só ser"


Verônica Ferriani canta Gilberto Gil

Sabe, gente.
É tanta coisa pra gente saber.
O que cantar, como andar, onde ir.
O que dizer, o que calar, a quem querer.

Sabe, gente.
É tanta coisa que eu fico sem jeito.
Sou eu sozinho e esse nó no peito.
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder.

Sabe, gente.
Eu sei que no fundo o problema é só da gente.
E só do coração dizer não, quando a mente.
Tenta nos levar pra casa do sofrer.

E quando escutar um samba-canção.
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só".
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."

*(Gilberto Gil)

*O meu ex-vizinho na amaralina em Salvador, quando ainda era um bairro tranquilo. Quando eu havia 4 anos me pegava no colo e brincava comigo. Tinha o cabelo cheio daquelas miçanguinhas coloridas. Ele era muito simpático e conversava muito com minha mãe.


Postado Por Cintia Liana

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Corrigindo os outros

Foto: Google Imagens

Desde que temos 1 ano de idade que ouvimos que devemos ser humildes, blá blá blá... Sabemos, mas são palavras, isso se passa de modo superficial.

Trabalhamos a nossa humildade na vida e a exercitamos por um desejo próprio que tem a ver com nosso temperamento, mas isso não se aplica quando se trata de ser corrigido gramaticalmente quando se está numa conversa em grupo.

Acho muito chato uma pessoa estar falando e um outro ao lado interrompendo corrigindo, principalmente quando se está aprendendo outro idioma. Ninguém se aperfeiçoou assim em conjugação verbal, muito menos quando se trata do tempo verbal “condicional”.

Gosto de ler, estudar e amo falar e escrever bem, sabendo que perfeição é impossível e certamente não irei corrigir ninguém se ouvir uma palavra errada. Se for preciso o farei com minha mãe, meu pai ou meu irmão, e eles sabem que podem fazer o mesmo comigo, mas não esperem que eu o faça com outras pessoas, caso escorreguem em seu português, não o farei, não me sinto no direito e nem na obrigação.

Já fui professora de Comunicação Empresarial de uma faculdade e ganhava para fazê-lo, e o fazia utilizando uma didática especial e não abordando alunos em sala, o que seguramente causaria muito desconforto.

Também não ficarei controlando o que fulano ou sicrano deve fazer e como fazer. Estou fazendo um esforço para deixar de lado essa mania que muita gente tem de querer controlar as pessoas e ainda chegar a ousadia de querer que os outros sejam humildes para serem controlados mais facilmente.

É se achar demais tentar controlar os passos e escolhas dos outros, é ter a certeza de que sabe mais que todo mundo e até mesmo do que a própria pessoa que passa pela situação.

Nós psicólogos aprendemos que nunca devemos influenciar nosso paciente a fazer nada e sim chegar a clareza das situações, pois cada um é que sabe os caminhos que está disposto a atrair para si mesmo, tudo tem um motivo e faz sentido dentro de um todo, de uma dinâmica maior. Mesmo que não faça sentido para alguns, mas tudo tem um motivo, tem um mistério.

Ninguém gosta de ser corrigido, nem controlado, nem eu. Não sou hipócrita, não vejo sentido dizer que sim sentido o contrário, muito menos na frente dos outros, de estranhos, me sentiria num posto infantil, alguém me dizendo como falar e o que devo fazer ou como devo me comportar. Tem gente que diz que gosta, mas vai corrigir ou controlar pra você ver o que te acontece!

Não acredito que gostar de ser corrigido ou controlado na frente dos outros seja sinal de humildade, acho que ser humilde é bem outra coisa, é estar leve e não se sentir obrigado a ser líder ou professor de ninguém.

Por Cintia Liana

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Calar e Olhar

Foto: Cintia Liana By Milena França. Campo de girassóis em Piombino, Toscana, Itália.


“O verdadeiro louco, para mim, é o bufão, o louco do Tarot. Aquele que tudo sabe e nada diz. Aquele que aprendeu a olhar, mergulhar e conviver com seus dramas. Aquele que sabe usar a palavra certa para cada tipo de ouvido. Aquele que quer ir para o norte e vai, sem desviar, mesmo pegando atalhos. Aquele que sabe o momento exato de se calar. Aquele que sabe que as agressões nada mais são do que incapacidade de lidar com medos e frustrações e por isso espera, calmamente, o tempo do outro de chegar à leveza. O que diz coisas duras, sem perder a ternura jamais.... O que descobriu um caminho para a transformação do metal em ouro e gentilmente convida o Outro para um passeio pela mesma floresta... O que não pretende responder nada, saber nada, mas, sentir e perceber tudo.... Não o candidato à vaga de artista só para demonstrar que é contra o sistema, para sair do anonimato ou para comer alguém...

Sei que é um trocadilho infame, mas, acredito que Arte não se faz com arte.... Se faz com calma, alma, sangue, sublimação e anseio de transformação...”

Mônica Montone


Foto: Google Imagens

Uma das melhores coisas que já li, principalmente essa parte:
“...Aquele que tudo sabe e nada diz. Aquele que aprendeu a olhar, mergulhar e conviver com seus dramas.
O que não pretende responder nada, saber nada, mas, sentir e perceber tudo....” (MM)


Postado Por Cintia Liana

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O mundo e o sorriso

Foto: Google Imagens

"Sou bem natureba, mas prefiro comer fruta com agrotóxico a ter que correr o risco de encontrar alguma lagartinha. Mas sou totalmente natural quando escolho dar ao mundo o meu sorriso, quando resolvi correr pelas ruas de Siena deixando a ladeira e o impulso me levarem, o vento fresco italiano passar leve pelo meu rosto, carinho invisível que o mundo nos dá quando se sabe observar. Deixo a alegria tomar conta de mim e sinto as minhas pernas de menina querendo voar. Tenho vontade de ver o meu vestido dançando, dou um sorriso engraçado que me reporta a um mundo que não sei explicar. Quando se tem uma companhia especial nada nos pode frear. O mundo está aí, é só saber aproveitar, com consciência e dignidade, é uma delícia experimentar."

(Cintia Liana)

Foto: Cintia Liana em Siena, Italia

Por Cintia Liana

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Doce Limão

Foto: Elena Kalis - Alice in waterland

Sou doce como a cana (não gosto de mel), mas posso ser ácida e azeda como limão, depende da situação e do assunto.

Adoro limão, puro, com água e gelo. Ele é adstringente, limpa e, ao contrario do que diz o senso comum, não faz mal ao estômago por ser ácido.

Na adolescência fiz tratamento naturopático para acne com limão, remédios jamais, bebia com canudo o sumo do limão. Com canudo porque não é bom o contato com os dentes.

O limão pode ser ácido e azedinho, mas é uma jóia da natureza e maravilhoso para a saúde, a fruta curativa que impera, podendo ser usado em diversos tratamentos. Existem cerca de 70 variedades.

O limão é milagroso, reduz o colesterol, controla a ansiedade, o desânimo, tem propriedades antibacterianas, é antioxidante, adstringente e aumenta a capacidade imunológica. Combate o ácido úrico, descongestiona, desintoxica o organismo e é tonificante corporal. Bom para o pâncreas, um expurgador e um tonificante do fígado e da vesícula. Combate as fermentações e os gases.

É eliminador de toxinas e um tônico privilegiado. Emagrece. Trata laringites e gengivites, desinfetante nas rinites e sinusites.

Não é verdade que faz mal ao estômago, que acidifica o sangue, descalcifica e enfraquece o organismo.

É bom para asma, enfisema, infecções pulmonares, tuberculose pulmonar e óssea, bronquite crônica, constipações e gripes. Indicado em casos de afecções cardiovasculares, varizes, fragilidade e queda capilar, dermatites várias, prurido, eczema e despigmentação, hiperviscosidade sanguínea, ou seja, é fluidificante sanguíneo.

Trata doenças infecciosas, febres, gastrites, dispepsias, aerofagias, úlceras de estômago e do duodeno, esofagite de refluxo, insuficiência hepática e pancreática, icterícia e congestão hepática. Desinteria, diarréias, febre tifóide e hemorróidas.

Indicado para colites e parasitas intestinais. É fortalecedor da visão, glaucoma e hipertensão ocular.

Trata hemorragias, incluindo as nasais, otites, estomatites, glossites, aftas e sifílides bucais. Blefarites, terçóis e herpes, dermatoses (erupções, furúnculos, etc), feridas infectadas e picadas de insetos. Verrugas, seborréia facial, unhas quebradiças e pés sensíveis. Escorbuto e anemias. É bom na amamentação, obesidade e disfunções metabólicas. É regulador da pressão

Indicado para afecções do sistema nervoso, diabetes, escleroses, arteriosclerose, doenças reumáticas e artrites. Previne a leucemia, cancro, enfarte, tromboses e embolias.

Trata descalcificações e retenções urinárias. Usado na prevenção de epidemias, antitóxico, entivenenos. Bom no tratamento de conjuntivites, cefaléias, febre do feno, Sinusites e Anginas.

Contém vitamina B1, B2 e B3, provitamina A (caroteno), vitamina C. Possui vitamina PP, vitamina I. Contém grandes quantidades de sais minerais e oligoelementos como o cálcio, ferro, silício, fósforo, cobre, magnésio e iodo. Encontram-se apreciáveis percentagens de ácidos cítricos e málico, além de pequenas quantidades de ácido acético, fórmico e de citratos de potássio e de sódio.

É portador de glicose, frutose e sacarose. Contém gomas, mucilagem e algumas albuminas. Enfim, “o limão é uma farmácia”.

O limão é um bom exemplo de algo que pode ser aos olhos de quem não sabe enxergar uma fruta inferior devido a sua falta de doce, mas na verdade traz muito mais benefícios.

Sempre confiei mais na natureza que na medicina ortodoxa, tenho sangue de índio seguramente, sangue de gente que quer olhar os mistérios de natureza, que não tem vocação para a doença, sangue de gente que sabe falar com Deus.

Sei ser azeda como o limão, mas na maioria das vezes tenho muitas razões para fazer uma boa limonada.

Cintia Liana

Foto: Marilyn Monroe. Google Imagens.


*http://www.ahau.org/curalimao.0.html
Algumas informações foram retiradas do livro “O Poder de Cura do Limão” de Conceição Trucom.


Por Cintia Liana

terça-feira, 20 de julho de 2010

Não responder a e-mails é uma grande falta de educação

Foto: Facebook

Se vivemos também em um mundo virtual, recebemos e mandamos e-mails, mensagens, o mínimo que podemos fazer é nos ajustarmos a este mundo usando sempre o bom senso e portando a nossa boa educação.

Quero dizer que considero uma grandessíssima falta de educação, gentileza e delicadeza não responder a um e-mail ou mensagem que demande resposta ou uma satisfaçãozinha de recebimento.

Canso de enviar e-mails imensos de resposta a uma solicitação ou ajudando num problema pessoal, assim como carregando fotos que me pediram para enviar e nada, nada e nenhuma respostinha dizendo um simples “recebido, obrigada”.

Fotos que pedi? hahaha Só eu mando, pra mim nada!

Sinceramente, a pessoa mais prestativa do mundo cansa e eu não tenho que ser esta pessoa e posso me cansar bem mais rápido que ela.

Vou facilitar:
Cintia, recebi tua resposta, obrigada.
Ok, Cintia.
Recebi as fotos, obrigada.
Recebido, Cintia!

Simples, e eu saberei que recebeu e que meu trabalho de horas não foi em vão. Da próxima vez terei o prazer em ajudar novamente, não preciso de gratidão só em saber que fui útil já é bom.

As pessoas não são cartas de baralhos que devem ser usadas quando se é conveniente e quando há o interesse em ganhar uma partidinha para satisfazer o próprio ego.

Gentileza gera gentileza.

Por Cintia Liana

sábado, 17 de julho de 2010

Casamento para mim é para sempre

Foto: Jack Wild. Getty Imagens.

Todas as vezes em que me casei foram para sempre. Nunca tive que assinar papel, mas todas as vezes em que me apaixonei e namorei casei e deu certo, deu certo para sempre. Respeito muito todos os amores que tive.

A frase “não deu certo”, para mim não faz sentido, não fali, não falhei, aquele momento em que estive com alguém acertei, foi real, foram momentos belos de investimento de afeto e conhecimento. Deu certo sim, deu certo e muito. Para "dar certo" tem que conviver fisicamente para sempre?

Deu certo porque troquei, porque amei e fui amada, deu certo todas as vezes porque levo o que aprendi com a experiência e porque ensinei e doei ao outro algo de mim. Cuidei, fui cuidada, experimentei o exercício do respeito, do desejo, do querer bem e isso fez ser para sempre, para sempre em mim e no outro, encontrando e sendo encontrada, levando e sendo levada. Deste modo, vivemos dentro do outro para sempre e isso já basta.

Por Cintia Liana

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O amor como herança

Foto: Cintia Liana e os girassóis na Itália. Por Mirian Luz.

"Pode ser um ato de coragem e fé ajoelhar-se diante de si próprio e rezar pela beleza que reside em cada passo dado adiante. Nenhuma porta fechada faz alguém de coração aberto um refém. A pele de quem traz o amor como herança é benta fora das igrejas e protegida por todos os santos."
(Carol Montone - http://www.carolmontone.com/)


Por Cintia Liana

segunda-feira, 12 de julho de 2010

GiraCintia


Foto: Cintia Liana e os girassóis na Italia. Por Mirian Luz.

Fotos: Cintia Liana com 1 ano

Foto: Cintia Liana na Italia

Minha amiga Mirian me falou que "aquela menina da foto com 1 ano que sorri nunca pode deixar de existir". Por segundos lamentei ela não mais ser assim, risonha, pequenina, eu devia ser uma fofa para meus pais, meus avós, principalmente com 1 ano.
Após pensar mais um pouco entendi outra coisa. De fato, ela não tem que continuar criança, nem pequena para existir, basta existir dentro de mim, ela faz parte de mim, ela me construiu e ela continua a habitar em mim. A mundo nunca fará de mim alguém duro, hostil e maldoso. Nunca perderei este sorriso, esta ingenuidade e a capacidade de me questionar e dialogar comigo mesma. Caminharei e lavarei sempre o melhor.
Cintia Liana

Foto: Girassóis na Italia. Por Cintia Liana.

Foto: Cintia Liana e os girassóis na Italia. Por Mirian Luz.

Por Cintia Liana

sábado, 10 de julho de 2010

Doce Mulher

Foto: Cintia Liana

"Meu esforço já é audacioso e a minha insistência em permanecer doce já é demasiadamente corajosa."
(Cintia Liana)


"Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher".
(Lya Luft, em "Pensar é Transgredir")


Por Cintia Liana

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ganhei um selinho


Ganhei este selinho de um amigo de blog muito especial, Tacisio Buenas.
Tarcisio, muito obrigada!
Agora passarei o selinho para os meus 10 blogs mais lidos, os que mais me identifico e de pessoas que apoio na maneira de ser e pensar.

 (Vou dar um pra mim mesma. rsrs)

Gostei da brincadeira.
Amigos, peguem teu selinho e coloquem em teus blogs, repassem para o teus 10 mais lidos.
Um abraço.

Visitem:


Por Cintia Liana

domingo, 27 de junho de 2010

Anchando graça em tudo

Foto: Hudson Matos. Os irmãos Cintia Liana Reis e Tiago Reis.

"Continuo achando graça nas coisas, gostando cada vez mais das pessoas, curiosa sobre tudo, imune ao vinagre, às amarguras, aos rancores."

(Zélia Gattai)


Foto: Hudson Matos. Os irmãos Cintia Liana Reis e Tiago Reis.


Por Cintia Liana

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mulher Retada

Foto: Hudson Matos

Mulher retada que se preza dirige até trator. rsrsrsrsrsrs

Por Cintia Liana

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Entrega a tua Beleza

Fotos: Luciana Côrtes. Tiago Reis, Cintia Liana Reis, Dani Silva, Hudson Matos e Luana Côrtes.

Entrega sempre a tua beleza
sem cálculo, sem palavras.
Cala-te. E ela diz por ti: eu sou.
E com mil sentidos, chega,
chega finalmente a cada um.

(Rainer Maria Rilke)

Por Cintia Liana

sábado, 19 de junho de 2010

O sorriso de Cintia Liana

Foto: Cintia Liana na Capela Sistina em 2009

No dia 03 de fevereiro de 2009 comecei a dar aulas de ética e Legislação numa Faculdade de Salvador. Dividi o semestre em dois momentos, a parte de ética e comportamento e a de legislação.

Nas primeiras aulas deixei que os alunos debatessem bastante, tirassem dúvidas, falávamos dos temas mais polêmicos, pautados na ética, costumes, tradição, moral, hábitos, preconceitos, cultura e história.

Para o meu susto e felicidade, ao mesmo tempo, alguns alunos acharam meu “método diferente, moderno”, mas que uma parte deles estava achando problemático, estavam se sentindo "soltos", sem conseguir seguir o curso das aulas.

Eu não sabia que o modo de dar aulas por aí ainda estava tão arcaico, pois o que eu fazia não eram tão moderno assim, acredito eu, pois alguns de meus antigos professores da PUCC já davam aulas assim, como eu estava fazendo, desde o final dos anos 90, e nós estávamos em 2009, mais de 10 anos depois.

Enfim, fiz com que entendessem qual era meu objetivo e onde eu queria chegar. A grande maioria estava encantado com os temas focados na psicologia e passaram a entender melhor as bases das relações interpessoais. Recebia bilhetinho de como estavam sendo boas as aulas, verdadeiros momentos de reflexão crítica e a percepção de como a psicologia era importante para o entendimento de tudo.

Primeira prova? Em dupla, discursiva, com 4 questões, analisando aspectos do filme “O Sorriso de Monalisa”, com Júlia Roberts. Filme que para mim deflagra o quanto somos manipulados pela cultura e costumes e o quanto a arte pode nos ensinar, nos libertar.

O filme fala de uma professora de História da Arte, Catherine Watson, que sai de sua idade e vai para uma outra, ensinar numa escola para moças. Com o tempo, a professora descobre que alí é um centro de formação de donas de casa instruídas. Mas o seu desejo em ampliar os horizontes daquelas moças não acaba e ela enfrenta todas as dificuldades impostas por um pensamento religioso, ortodoxo da instituição e da sociedade da época, mas consegue mostrar que existe a possibilidade de um futuro mais enriquecedor para muitas delas e que existem outras escolhas.

Catherine Watson fala de arte de modo formidável, doce, inteligente. É um filme encantador, apaixonante e Júlia Roberts está, como sempre, linda, exuberante.

Os outros meses de minhas aulas se seguiram com legislação. Pessoas dizendo como haviam se tornado menos interessantes os temas, mas tínhamos que seguir a ementa do curso, a segunda parte do semestre com legislação, de modo mais formal.

Os alunos devem ter entendido como é mais gostoso o “método mais moderno”, o “método mais livre”, do livre pensar.

Ao final de semestre, percebi algo bastante interessante, coisa de filme, ou melhor, coisa de consciência da realidade futura que influencia na escolha do filme e coisa de filme que influencia também a realidade. Estava fazendo um percurso bem perecido com o da professora Catherine Watson, pedindo demissão da faculdade para ir a Itália no final do mesmo semestre, tentar validar meu diploma, fazer uma  nova pós-graduação, conhecer a família e a cidade de meu noivo, trilhar novos e mais ousados caminhos e, seguramente, conhecer a Capella Sistina de Michelangelo.

Cintia Liana

... E em outubro de 2011 conheci o Louvre e a Monna Lisa.

Foto: Cintia Liana no Louvre Museu em Paris, na frente da Gioconda (Monna Lisa),
pintura mais famosa de Leonardo da Vinci

 Foto: Filme O Sorriso de Monalisa. Google Imagens.

Por Cintia Liana

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Coloca os óculos, Alice!

Foto: Minha linda e talentosa amiga Mônica Montone

Escrito em fevereiro de 2010.

Não é possível que uma pessoa em sã consciência não possa enxergar que seus atos práticos dizem muito quem ela é.

Mês passado conheci uma pessoa que não gosta de dizer sua idade. Mesmo com mais de 36 anos tem voz e fala como uma menina, tem o corpo frágil e magro como o de uma criança, é super distraída, esquece tudo, erra datas, dias da semana, compromissos, diz que tem preguiça em decorar números, não acredita na maldade das pessoas, que alguém possa desconfiar da idoneidade dela e nem vê os limites que as pessoas lhe dão.

É a própria Alice no País das Maravilhas, mas nem tem mais idade para isso e seu País também não é essa maravilha toda. Tem gente que quer crescer, já outras insistem em ser uma criança retardada, mesmo que isso pareça meio ridículo.

Problema grande também é que mesmo com mais de 4 graus de miopia se recusa a usar os óculos, mesmo que enxergue muito mal e isso lhe traga algumas conseqüências desagradáveis.

Como essa pessoa não pode ver que a recusa em usar os óculos para ver o prático também significa uma recusa em ver a vida do jeito que ela é de verdade, recusa em crescer, em amadurecer?

Quando ela decidir colocar os óculos no corpo e na alma, quem sabe não passe a ter mais consciência de si mesma?

Ela tem todo o direito em continuar assim, mas o que não dá é deixar isso atrapalhar a vida do outros e ainda achá-los paranóicos. Ainda não percebeu que ela é que fez a opção de não enxergar, ou será que foi educada assim?

Cintia Liana

O que é Miopia
A Miopia é a condição em que os olhos podem ver objetos que estão perto, mas não são capazes de enxergar claramente os objetos que estão longe.
A palavra "miopia" vem do grego "olho fechado", porque as pessoas com esta condição, freqüentemente apertam os olhos para ver melhor à distância.

Fotnte: http://www.miopia.com.br/


Por Cintia Liana

domingo, 13 de junho de 2010

Sobre Fofoca e Maledicência

"No país da fofoca, ter opinião é tabu."
(Lobão ao programa Música - Record News – 1º de janeiro de 2010)

Foto: Google Imagens

Escrito em março de 2010.

Quem já não foi vítima de fofoca, maledicência, calúnia e difamação?
Os mais velhos sábios nos dizem que o ser humano é capaz de tudo, que inveja é capaz de coisas terríveis, que tomemos cuidado, mas nunca achamos que podemos ser vítimas ou exatamente o tamanho da maldade de algo assim.

Jung descreveu a sombra como um aspeto da psiquê humana e incentivou a transformação desta em luz, na forma de aceitarmos, assumirmos e cuidarmos desses aspectos sombrios que habitam em nós.

Mas como não pensei nisso antes? Uma pessoa bonita, profissional respeitada e competente, jovem, desenvolta, indepedente, com uma bela família. Claro! Claro que algumas pessoas não vão querem ver isso, elas vão querem acreditar no contrário, ver o que elas desejam, controlados por sua inveja cega. Uma maneira de tentar calar a voz de quem tem consciência, de quem desmascara ou também porque o que ela diz não faça sentido para gente vazia, para quem não lê, não discute sobre humanidade, nunca fez um trabalho de auto conhecimento, quem não tem noção de nada além do seu mundinho de mentiras, para quem não alcança certas idéias novas, para quem não quer enxergar certas verdades, porque certas verdades doem, assim como o sucesso do outro. Sinceridade é tabu nesses meios.

Só vê e desmascara isso quem tem muita coragem e segurança em sua bagagem intelectual e emocional, quem teve pais como educadores firmes e preocupados em formar um ser humano ético, então, normalmente, isso é bem forte e vem de berço e sinto muito por quem não teve isso, por quem teve educadores relapsos.

Tantos vanguardistas e revolucionários já sofreram numa sociedade preconceituosa e alienada, como Anita Mafalti, Karl Marx, Che Guevara, Ferreira Gullar, Simone de Beauvoir, Aristóteles, Cristóvão Colombo, Sigmund Freud, Carl Gustav Jung, Galileu, Joana Darc, Maria Quitéria, Oscar Wilde, Picasso, os músicos Caetano Veloso e Tom Zé, Eduard Bach, entre tantos outros que introduziram novas idéias nesse mundo atrasado.

É claro que quase nada sabemos deste enorme universo, mas quem busca saber e trazer algo diferente é rechaçado por ignorância e inveja.

Foto: Google Imagens


Você já deve ter sido vítima de alguma fofoca, assim como a sua mãe, a sua avô que também já foram jovens. Pricipalmente se brilharam muito e se eram bonita. Quanto maior é o brilho e a beleza maior podem ser a mentira e a fofoca.

Quem brilha faz o outro, que não brilha ou acredita não brilhar, sofrer muito, faz doer, tem gente que se sente humilhado ou ver o sucesso alheio. Tem gente que não quer acreditar no merecimento, na capacidade, no sucesso de quem o tem e foge, afirma o contrário e sente vontade até de fuzilar, propriamente matar quem aparece. Pobre coitado...

Amiga que sente inveja de outra amiga, irmã de irmã, marido de esposa, homem de uma mulher, amiga que sente inveja da amizade de outras duas amigas e planta discódia para separá-las ou para serem mal vistas perante os outros.... São tantas as maldades.

Meu meio social foi sempre repleto de pessoas com empenho em se terapeutizar, cuidar do intelecto e desejar a simplicidade. Não foi a toa que me tornei profissional da mente humana, com a missão de tazer luz, além de estar atenta a me melhorar e a reconhecer as minhas falhas, minha sombra. É colocado para a pessoa que é psicóloga que, antes de tudo, deve ser honesta com ela mesma e com seu propósito de vida, que isso é algo urgente, inadiável, impostergável, que olhar para seus elementos indesejáveis é prioridade na vida e talvez seja por isso que esperamos dos outros, ao menos, um pouco disso. Um grande erro! Não é em todo lugar que devemos ser nítidos e espontâneos ou esperar o melhor do meio que nos cerca, em alguns lugares não devemos nem falar, pois tudo é motivo de fofoca. Temos que indentificar esses meios e fugir dele ou, ao menos saber como lidar, caso seja necessário ficar.


Foto: Google Imagens
 
 
Já ouvi falar de um grupo social em Salvador, assim como muitos outros, de pessoas que vivem de imagem e elogios a sua própria condição financeira. O assunto é a vida alheia, a moral, status social, seu próprio patrimônio e dinheiro, isalando toda a forma de desrespeito. A inveja é a mola íntima das ações deste tipo de grupo.

Pior que isso, se propaga facilmente qualquer coisa que possa denegrir a vida íntima de outrem. Essa é a única forma de se sentirem secretamente superiores, pois no fundo suspeitam que suas vidas de festinhas não têm muito sentido, que seus dicursos são vazios, sem peso ou qualidade.

Nesses meios as mulheres são vistas como objetos para “cantadas” como numa espécie de rodízio (ao menos eles, os homesn, gostariam talvez que funcionasse assim) por homens sexistas, falsamente refinados, altamente machistas e débeis, Peter Pans fajutos sem o dom de voar, que as usam como trofeus. Divorciados ou solteirões que fazem questão de comprar o carro caro do ano para se sentirem seguros, viris e mais jovens. Nem todos, mas a maioria deles metrossexuais deslumbrados, sem auto conhecimento, sem instrução, refinamento emocional ou intelectual.

Nesses casos o grupo inconscientemente elege alguém, sem consciência ou noção de responsabilidade sobre o que fala, para ser o foco do fogo, a rainha da fofoca, que emitie uma opinião errônea ou uma idéia baseada na própria inveja, o que é um motivo para os outros continuarem propagando a maledicência.

Geralmente é uma mulher que calunia todas as outras e ela recebe por isso agrados velados dos homens, que têm o prazer de diminuir todas as mulhes para se sentirem mais poderosos.

Nesses meios como isso é hábito ninguém não faz idéia do mal que pode causar com suas palavras de crueldade sobre a vida alheia. No fundo porque acreditam que nada do que falam tem valor e realmente não tem, mas faz mal, pois rouba a verdade de quem tem o direito de obtê-la, de quem quer se aproximar ou criar um elo de amizade.

Algumas pessoas passam por esses grupos e não aceitam fazer parte dele por muito tempo, porque são pessoas diferentes, com outra proposta de vida e outros valores que não imagem e dinheiro. Nesse meio fingir e agredir são palavras de ordem, maldizer é um esporte agradabilíssimo, lazer, prazer, uma guerra de egos sem fim num contexto falso moralista.

Quem passa pelo grupo e não fica se afastam com nojo e repulsa, já outros resolvem continuar participando da sujeira, porque essa é a vida delas, esse é o resumo delas, talvez por terem vindo deste mesmo meio.

 
Foto: Facebook
 
 
Coisas terríveis são faladas sobre a vida dos outros, coisas não necessárias, bem como inverdades. Jogos de interesses, pessoas sendo jogadas contra outras e para outras, mulheres desqualificando outras mulheres por inveja, homens comentando suas próprias conquistas sexuais, uma baixaria horrorosa.

Nesse contexto muitos comentários falsos são confundidos com a verdade em virtude dos difamadores, muito possivelmente mitômanos, passam a acreditar nas mentiras que criam, mas esse é o passatempo deles, como não têm nada de real ou de nobre para se apoiar em sua própria vida, acreditam na falta de dignidade dos outros para se sentirem melhores, enquanto usam tudo para sua pseudo ascensão social e seu prazer reptiliano dentro daquela sociedade medíocre.

Mas eu ainda faço parte daqueles que repudiam e que se assustam mesmo e esses dias ouvi de um inteligente jovem:
- Quando nos assustamos com a maldade de alguém...
E eu completei:
- É porque não conhecemos a nossa própria maldade.
Querendo ensinar o Padre Nosso ao vigário? Esse é o meu trabalho, jovem cidadão, meu feijão com arroz de todo dia e eu adoro feijão com arroz. É meu trabalho ajudar os outros a desvendar seus próprios mistérios e farsas e assim eu também o faço para o meu próprio bem, seja me policiando, seja por meio de terapia. E te digo mais, por outro lado, se assustar é um privilégio de quem não faria isso, porque não vê sentido, pelo fato de ter segurança em sua própria vida, em suas próprias escolhas. Quem não se assusta pode ser por já estar bastante acostumado a viver repetido e participando dessas histórias ou de braços cruzados se divertindo ao assistir de camarote.

Geralmente nesse cenário moralmente catastrófico se pode fazer poucas boas e puras amizades devido a futilidade e competição reinante e, possivelmente, com pessoas afins que, como você, estão de passagem.

Mas o que leva o ser humano a ser tão cruel e irresponsável com os outros? A inventar, especular coisas feias e baixas sobre a vida alheia?
O que leva uma pessoa ou grupo de pessoas vazias, inventar e difamar os outros?
O que leva uma pessoa a levantar falso testemuno, a falar mal da vida íntima, sexual de alguém, a inventar absurdos?
Muita inveja? Competição? Falta do que fazer? Imaturidade? Depressão acompanhada de baixa auto estima? Ansiedade? Uma mãe relapsa e vendida? Um pai displicente? Péssimos exemplos na família? Subterfúgio para se sentir valorizada?
Penso que tudo isso!


Foto: Google Imagens

Quanto mais converso e estudo sobre a calúnia e a difamação, mais vejo o quanto alguém só por inveja é capaz de inventar as histórias mais terríveis e, como se não bastasse, é capaz dos outros acreditarem, mesmo sabendo que esse que falou é alguém mentiroso e desequilibrado.

No fundo, pode ser prazeroso acreditar nessas invenções, porque os outros também se sentem secretamente melhores. É sim, quando ouvimos alguém falar mal de outro, mesmo sabendo ser um absurdo o conteúdo, acabamos por acreditar e não pedimos para a pessoa parar de nos invenenar, porque inconscientemente nos sentimos melhores que a vítima da fofoca. Que pena, acreditar e precisar disso para nos sentirmos mais valorizados...

Devemos aceitar a existência da inveja como algo humano assim como a raiva, mas podemos trabalhar essas emoções e transformá-las. Não existe inveja boa, mas pode existir desejo de fazer parte, deixar sermos tomados pela felicidade do outro sem querer o que é do outro para nós e existe também a admiração. Vamos admirar!

Frente a uma pessoa talentosa e inteligente prefiro reverenciar, engrandecer, divulgar seu trabalho, porque sei que esse é o seu caminho, que batalhou muito para chegar lá, que merece o que recebe. Sei admirar os outros porque tenho consciência de que meu caminho é outro. Eu tenho outra história, história essa que é linda e valoriza por mim mesma, pelos outros que estão ao meu redor, vida paltada no amor, em uma belo trabalho e uma vida limpa.

O pior é que o invejoso que quer apagar quem tem brilho achar que se não der um degrau a estrela ou falar mal dela dificultará que chegue lá em cima. Pura ilusão.

Também já fui vítima de muita inveja e fofoca, tem gente que até hoje não ousou entrar em meus blogs para não ver meu trabalho social (www.psicologiaeadocao.blogspot.com) e nem ver como escrevo.

Já vi o veneno de perto, mas isso serviu para me afastar de gente que não me conhece de verdade, de gente que tem medo de me valorizar e me enxergar como sou, porque o faria sofrer muito de raiva. Sinto muito, queria que cada um se valorizasse antes de tudo e buscasse ser ético e virtuoso.

Se estão ansiosos querendo falar, não me usem, falem de vocês ou vão a um terapeuta para falar a vontade (tenho boas para indicar), sabendo que o que você falará não sairá da lí. Já pensou se eu fosse comentar sobre a vida íntima de pessoas que eu avaliei ou que atendi em terapia? Nunca faria isso! Minha vida é jóia, assim como a de vocês deve ser para vocês.

Doa a quem doer eu continuarei forte, merecendo o melhor de quem me enxerga como sou. Sou educada, querida, psicóloga formada em uma das melhores Universidades do País, numa profissão desejada por muitos. Amo o que faço, o faço com competência reconhecida e nasci para isso também. Continuo estudando, me enriquecendo, sou uma rebelde, uma revolucionária nata, não aceito que me enganem, muito menos desejo ser vítima desta sociedade limitada, cheguei até aqui e irei muito mais longe.

Após sofrermos por calúnias entendemos que a inveja faz tudo isso, maltrata, mas depois entramos em outra fase, a de não mais querer provar nada a niguém, pelo fato de cada vez mais ter a certeza do que o nosso brilho incomoda e muito.

Como diz meu noivo:
- “Cintia, que te importa?”

Neste momento, de fato, nada mais pode tirar a minha paz e a minha tranquilidade.

Cintia Liana


Foto: Google Imagens
 
@@@@@@@@@@@@@@
 
"Quem mente, também rouba o direito do outro de saber a verdade. Quem rouba, mata o que ainda existe de honesto no ser humano. E quem mata, nem lembra mais que tudo pode ter começado com uma pequena mentira." (Ricardo Lobão)

Na verdade em algum momento assassina, pois tolhe o que há de mais virtuoso e sagrado, deturpa, distorce, oprime, confunde, constrange, expõe e maltrata. Mas a verdade é poderosa, divina e sempre aparece gloriosa.


Por Cintia Liana

sábado, 12 de junho de 2010

Nuvens dançam

Foto: Cintia Liana By Walkíria Andrade

Minhã "pele é um poço sem fundo onde nuvens dançam ao som de um violão imaginário". (Mônica Montone)

Foto: Cintia Liana By Walkíria Andrade

Por Cintia Liana