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sábado, 10 de março de 2012

A dor falada

Google Imagens

A dor falada e entendida é uma guerra interna vencida.

Cintia Liana

Se copiar, cite o autor. Plágio é crime!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Cada vez digo menos o que mais sei e sinto

Foto: Irene Lamprakou. Getty Images


De repente chega a fase daquela sensação gostosa de entender que o outro não precisa ouvir o que eu sei ou o que eu acho que ele precisa. Eu não sei o que o outro precisa e nem quero saber e cada um tem seu tempo certo de descobrir tudo. Já me ocupo demais com o compromisso de saber de mim.

Hoje me sinto feliz porque percebo que cada vez menos as pessoas me aborrecem ou me deixam impaciente, não tenho necessidade de comentar sobre as escolhas dos outros ou dos erros que cometem. Se não tenho um bom elogio para fazer, fico calada. 

Cada vez menos as coisas me irritam ou me fazer reclamar e, no mais, sempre achei chiquérrimo gente discreta, ah, isso é um luxo, a ausência da necessidade de falar mal dos outros!

Sinto uma paz inexplicável onde eu não necessito provar nada para ninguém ou explicar qualquer coisa, não preciso falar nada, não tenho que mostrar que sou capaz, que posso ou quem sou, porque só o fato de eu ser e saber já me basta.

O que me deixa mais feliz é que essa sensação ficará cada dia mais forte e isso me fortalece também. Sou eu comigo mesma e nessa relação ninguém se mete, só se for para trazer mais paz e harmonia.

Cintia Liana

Quero dizer mais
e digo: mais.
Mas cada vez
digo menos
o mais que sei
e sinto.
(Ana Hatherly)

Postado Por Cintia Liana

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Calar e Olhar

Foto: Cintia Liana By Milena França. Campo de girassóis em Piombino, Toscana, Itália.


“O verdadeiro louco, para mim, é o bufão, o louco do Tarot. Aquele que tudo sabe e nada diz. Aquele que aprendeu a olhar, mergulhar e conviver com seus dramas. Aquele que sabe usar a palavra certa para cada tipo de ouvido. Aquele que quer ir para o norte e vai, sem desviar, mesmo pegando atalhos. Aquele que sabe o momento exato de se calar. Aquele que sabe que as agressões nada mais são do que incapacidade de lidar com medos e frustrações e por isso espera, calmamente, o tempo do outro de chegar à leveza. O que diz coisas duras, sem perder a ternura jamais.... O que descobriu um caminho para a transformação do metal em ouro e gentilmente convida o Outro para um passeio pela mesma floresta... O que não pretende responder nada, saber nada, mas, sentir e perceber tudo.... Não o candidato à vaga de artista só para demonstrar que é contra o sistema, para sair do anonimato ou para comer alguém...

Sei que é um trocadilho infame, mas, acredito que Arte não se faz com arte.... Se faz com calma, alma, sangue, sublimação e anseio de transformação...”

Mônica Montone


Foto: Google Imagens

Uma das melhores coisas que já li, principalmente essa parte:
“...Aquele que tudo sabe e nada diz. Aquele que aprendeu a olhar, mergulhar e conviver com seus dramas.
O que não pretende responder nada, saber nada, mas, sentir e perceber tudo....” (MM)


Postado Por Cintia Liana