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sábado, 17 de julho de 2010

Casamento para mim é para sempre

Foto: Jack Wild. Getty Imagens.

Todas as vezes em que me casei foram para sempre. Nunca tive que assinar papel, mas todas as vezes em que me apaixonei e namorei casei e deu certo, deu certo para sempre. Respeito muito todos os amores que tive.

A frase “não deu certo”, para mim não faz sentido, não fali, não falhei, aquele momento em que estive com alguém acertei, foi real, foram momentos belos de investimento de afeto e conhecimento. Deu certo sim, deu certo e muito. Para "dar certo" tem que conviver fisicamente para sempre?

Deu certo porque troquei, porque amei e fui amada, deu certo todas as vezes porque levo o que aprendi com a experiência e porque ensinei e doei ao outro algo de mim. Cuidei, fui cuidada, experimentei o exercício do respeito, do desejo, do querer bem e isso fez ser para sempre, para sempre em mim e no outro, encontrando e sendo encontrada, levando e sendo levada. Deste modo, vivemos dentro do outro para sempre e isso já basta.

Por Cintia Liana

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O amor como herança

Foto: Cintia Liana e os girassóis na Itália. Por Mirian Luz.

"Pode ser um ato de coragem e fé ajoelhar-se diante de si próprio e rezar pela beleza que reside em cada passo dado adiante. Nenhuma porta fechada faz alguém de coração aberto um refém. A pele de quem traz o amor como herança é benta fora das igrejas e protegida por todos os santos."
(Carol Montone - http://www.carolmontone.com/)


Por Cintia Liana

segunda-feira, 12 de julho de 2010

GiraCintia


Foto: Cintia Liana e os girassóis na Italia. Por Mirian Luz.

Fotos: Cintia Liana com 1 ano

Foto: Cintia Liana na Italia

Minha amiga Mirian me falou que "aquela menina da foto com 1 ano que sorri nunca pode deixar de existir". Por segundos lamentei ela não mais ser assim, risonha, pequenina, eu devia ser uma fofa para meus pais, meus avós, principalmente com 1 ano.
Após pensar mais um pouco entendi outra coisa. De fato, ela não tem que continuar criança, nem pequena para existir, basta existir dentro de mim, ela faz parte de mim, ela me construiu e ela continua a habitar em mim. A mundo nunca fará de mim alguém duro, hostil e maldoso. Nunca perderei este sorriso, esta ingenuidade e a capacidade de me questionar e dialogar comigo mesma. Caminharei e lavarei sempre o melhor.
Cintia Liana

Foto: Girassóis na Italia. Por Cintia Liana.

Foto: Cintia Liana e os girassóis na Italia. Por Mirian Luz.

Por Cintia Liana

sábado, 10 de julho de 2010

Doce Mulher

Foto: Cintia Liana

"Meu esforço já é audacioso e a minha insistência em permanecer doce já é demasiadamente corajosa."
(Cintia Liana)


"Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher".
(Lya Luft, em "Pensar é Transgredir")


Por Cintia Liana

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ganhei um selinho


Ganhei este selinho de um amigo de blog muito especial, Tacisio Buenas.
Tarcisio, muito obrigada!
Agora passarei o selinho para os meus 10 blogs mais lidos, os que mais me identifico e de pessoas que apoio na maneira de ser e pensar.

 (Vou dar um pra mim mesma. rsrs)

Gostei da brincadeira.
Amigos, peguem teu selinho e coloquem em teus blogs, repassem para o teus 10 mais lidos.
Um abraço.

Visitem:


Por Cintia Liana

domingo, 27 de junho de 2010

Anchando graça em tudo

Foto: Hudson Matos. Os irmãos Cintia Liana Reis e Tiago Reis.

"Continuo achando graça nas coisas, gostando cada vez mais das pessoas, curiosa sobre tudo, imune ao vinagre, às amarguras, aos rancores."

(Zélia Gattai)


Foto: Hudson Matos. Os irmãos Cintia Liana Reis e Tiago Reis.


Por Cintia Liana

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mulher Retada

Foto: Hudson Matos

Mulher retada que se preza dirige até trator. rsrsrsrsrsrs

Por Cintia Liana

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Entrega a tua Beleza

Fotos: Luciana Côrtes. Tiago Reis, Cintia Liana Reis, Dani Silva, Hudson Matos e Luana Côrtes.

Entrega sempre a tua beleza
sem cálculo, sem palavras.
Cala-te. E ela diz por ti: eu sou.
E com mil sentidos, chega,
chega finalmente a cada um.

(Rainer Maria Rilke)

Por Cintia Liana

sábado, 19 de junho de 2010

O sorriso de Cintia Liana

Foto: Cintia Liana na Capela Sistina em 2009

No dia 03 de fevereiro de 2009 comecei a dar aulas de ética e Legislação numa Faculdade de Salvador. Dividi o semestre em dois momentos, a parte de ética e comportamento e a de legislação.

Nas primeiras aulas deixei que os alunos debatessem bastante, tirassem dúvidas, falávamos dos temas mais polêmicos, pautados na ética, costumes, tradição, moral, hábitos, preconceitos, cultura e história.

Para o meu susto e felicidade, ao mesmo tempo, alguns alunos acharam meu “método diferente, moderno”, mas que uma parte deles estava achando problemático, estavam se sentindo "soltos", sem conseguir seguir o curso das aulas.

Eu não sabia que o modo de dar aulas por aí ainda estava tão arcaico, pois o que eu fazia não eram tão moderno assim, acredito eu, pois alguns de meus antigos professores da PUCC já davam aulas assim, como eu estava fazendo, desde o final dos anos 90, e nós estávamos em 2009, mais de 10 anos depois.

Enfim, fiz com que entendessem qual era meu objetivo e onde eu queria chegar. A grande maioria estava encantado com os temas focados na psicologia e passaram a entender melhor as bases das relações interpessoais. Recebia bilhetinho de como estavam sendo boas as aulas, verdadeiros momentos de reflexão crítica e a percepção de como a psicologia era importante para o entendimento de tudo.

Primeira prova? Em dupla, discursiva, com 4 questões, analisando aspectos do filme “O Sorriso de Monalisa”, com Júlia Roberts. Filme que para mim deflagra o quanto somos manipulados pela cultura e costumes e o quanto a arte pode nos ensinar, nos libertar.

O filme fala de uma professora de História da Arte, Catherine Watson, que sai de sua idade e vai para uma outra, ensinar numa escola para moças. Com o tempo, a professora descobre que alí é um centro de formação de donas de casa instruídas. Mas o seu desejo em ampliar os horizontes daquelas moças não acaba e ela enfrenta todas as dificuldades impostas por um pensamento religioso, ortodoxo da instituição e da sociedade da época, mas consegue mostrar que existe a possibilidade de um futuro mais enriquecedor para muitas delas e que existem outras escolhas.

Catherine Watson fala de arte de modo formidável, doce, inteligente. É um filme encantador, apaixonante e Júlia Roberts está, como sempre, linda, exuberante.

Os outros meses de minhas aulas se seguiram com legislação. Pessoas dizendo como haviam se tornado menos interessantes os temas, mas tínhamos que seguir a ementa do curso, a segunda parte do semestre com legislação, de modo mais formal.

Os alunos devem ter entendido como é mais gostoso o “método mais moderno”, o “método mais livre”, do livre pensar.

Ao final de semestre, percebi algo bastante interessante, coisa de filme, ou melhor, coisa de consciência da realidade futura que influencia na escolha do filme e coisa de filme que influencia também a realidade. Estava fazendo um percurso bem perecido com o da professora Catherine Watson, pedindo demissão da faculdade para ir a Itália no final do mesmo semestre, tentar validar meu diploma, fazer uma  nova pós-graduação, conhecer a família e a cidade de meu noivo, trilhar novos e mais ousados caminhos e, seguramente, conhecer a Capella Sistina de Michelangelo.

Cintia Liana

... E em outubro de 2011 conheci o Louvre e a Monna Lisa.

Foto: Cintia Liana no Louvre Museu em Paris, na frente da Gioconda (Monna Lisa),
pintura mais famosa de Leonardo da Vinci

 Foto: Filme O Sorriso de Monalisa. Google Imagens.

Por Cintia Liana

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Coloca os óculos, Alice!

Foto: Minha linda e talentosa amiga Mônica Montone

Escrito em fevereiro de 2010.

Não é possível que uma pessoa em sã consciência não possa enxergar que seus atos práticos dizem muito quem ela é.

Mês passado conheci uma pessoa que não gosta de dizer sua idade. Mesmo com mais de 36 anos tem voz e fala como uma menina, tem o corpo frágil e magro como o de uma criança, é super distraída, esquece tudo, erra datas, dias da semana, compromissos, diz que tem preguiça em decorar números, não acredita na maldade das pessoas, que alguém possa desconfiar da idoneidade dela e nem vê os limites que as pessoas lhe dão.

É a própria Alice no País das Maravilhas, mas nem tem mais idade para isso e seu País também não é essa maravilha toda. Tem gente que quer crescer, já outras insistem em ser uma criança retardada, mesmo que isso pareça meio ridículo.

Problema grande também é que mesmo com mais de 4 graus de miopia se recusa a usar os óculos, mesmo que enxergue muito mal e isso lhe traga algumas conseqüências desagradáveis.

Como essa pessoa não pode ver que a recusa em usar os óculos para ver o prático também significa uma recusa em ver a vida do jeito que ela é de verdade, recusa em crescer, em amadurecer?

Quando ela decidir colocar os óculos no corpo e na alma, quem sabe não passe a ter mais consciência de si mesma?

Ela tem todo o direito em continuar assim, mas o que não dá é deixar isso atrapalhar a vida do outros e ainda achá-los paranóicos. Ainda não percebeu que ela é que fez a opção de não enxergar, ou será que foi educada assim?

Cintia Liana

O que é Miopia
A Miopia é a condição em que os olhos podem ver objetos que estão perto, mas não são capazes de enxergar claramente os objetos que estão longe.
A palavra "miopia" vem do grego "olho fechado", porque as pessoas com esta condição, freqüentemente apertam os olhos para ver melhor à distância.

Fotnte: http://www.miopia.com.br/


Por Cintia Liana

domingo, 13 de junho de 2010

Sobre Fofoca e Maledicência

"No país da fofoca, ter opinião é tabu."
(Lobão ao programa Música - Record News – 1º de janeiro de 2010)

Foto: Google Imagens

Escrito em março de 2010.

Quem já não foi vítima de fofoca, maledicência, calúnia e difamação?
Os mais velhos sábios nos dizem que o ser humano é capaz de tudo, que inveja é capaz de coisas terríveis, que tomemos cuidado, mas nunca achamos que podemos ser vítimas ou exatamente o tamanho da maldade de algo assim.

Jung descreveu a sombra como um aspeto da psiquê humana e incentivou a transformação desta em luz, na forma de aceitarmos, assumirmos e cuidarmos desses aspectos sombrios que habitam em nós.

Mas como não pensei nisso antes? Uma pessoa bonita, profissional respeitada e competente, jovem, desenvolta, indepedente, com uma bela família. Claro! Claro que algumas pessoas não vão querem ver isso, elas vão querem acreditar no contrário, ver o que elas desejam, controlados por sua inveja cega. Uma maneira de tentar calar a voz de quem tem consciência, de quem desmascara ou também porque o que ela diz não faça sentido para gente vazia, para quem não lê, não discute sobre humanidade, nunca fez um trabalho de auto conhecimento, quem não tem noção de nada além do seu mundinho de mentiras, para quem não alcança certas idéias novas, para quem não quer enxergar certas verdades, porque certas verdades doem, assim como o sucesso do outro. Sinceridade é tabu nesses meios.

Só vê e desmascara isso quem tem muita coragem e segurança em sua bagagem intelectual e emocional, quem teve pais como educadores firmes e preocupados em formar um ser humano ético, então, normalmente, isso é bem forte e vem de berço e sinto muito por quem não teve isso, por quem teve educadores relapsos.

Tantos vanguardistas e revolucionários já sofreram numa sociedade preconceituosa e alienada, como Anita Mafalti, Karl Marx, Che Guevara, Ferreira Gullar, Simone de Beauvoir, Aristóteles, Cristóvão Colombo, Sigmund Freud, Carl Gustav Jung, Galileu, Joana Darc, Maria Quitéria, Oscar Wilde, Picasso, os músicos Caetano Veloso e Tom Zé, Eduard Bach, entre tantos outros que introduziram novas idéias nesse mundo atrasado.

É claro que quase nada sabemos deste enorme universo, mas quem busca saber e trazer algo diferente é rechaçado por ignorância e inveja.

Foto: Google Imagens


Você já deve ter sido vítima de alguma fofoca, assim como a sua mãe, a sua avô que também já foram jovens. Pricipalmente se brilharam muito e se eram bonita. Quanto maior é o brilho e a beleza maior podem ser a mentira e a fofoca.

Quem brilha faz o outro, que não brilha ou acredita não brilhar, sofrer muito, faz doer, tem gente que se sente humilhado ou ver o sucesso alheio. Tem gente que não quer acreditar no merecimento, na capacidade, no sucesso de quem o tem e foge, afirma o contrário e sente vontade até de fuzilar, propriamente matar quem aparece. Pobre coitado...

Amiga que sente inveja de outra amiga, irmã de irmã, marido de esposa, homem de uma mulher, amiga que sente inveja da amizade de outras duas amigas e planta discódia para separá-las ou para serem mal vistas perante os outros.... São tantas as maldades.

Meu meio social foi sempre repleto de pessoas com empenho em se terapeutizar, cuidar do intelecto e desejar a simplicidade. Não foi a toa que me tornei profissional da mente humana, com a missão de tazer luz, além de estar atenta a me melhorar e a reconhecer as minhas falhas, minha sombra. É colocado para a pessoa que é psicóloga que, antes de tudo, deve ser honesta com ela mesma e com seu propósito de vida, que isso é algo urgente, inadiável, impostergável, que olhar para seus elementos indesejáveis é prioridade na vida e talvez seja por isso que esperamos dos outros, ao menos, um pouco disso. Um grande erro! Não é em todo lugar que devemos ser nítidos e espontâneos ou esperar o melhor do meio que nos cerca, em alguns lugares não devemos nem falar, pois tudo é motivo de fofoca. Temos que indentificar esses meios e fugir dele ou, ao menos saber como lidar, caso seja necessário ficar.


Foto: Google Imagens
 
 
Já ouvi falar de um grupo social em Salvador, assim como muitos outros, de pessoas que vivem de imagem e elogios a sua própria condição financeira. O assunto é a vida alheia, a moral, status social, seu próprio patrimônio e dinheiro, isalando toda a forma de desrespeito. A inveja é a mola íntima das ações deste tipo de grupo.

Pior que isso, se propaga facilmente qualquer coisa que possa denegrir a vida íntima de outrem. Essa é a única forma de se sentirem secretamente superiores, pois no fundo suspeitam que suas vidas de festinhas não têm muito sentido, que seus dicursos são vazios, sem peso ou qualidade.

Nesses meios as mulheres são vistas como objetos para “cantadas” como numa espécie de rodízio (ao menos eles, os homesn, gostariam talvez que funcionasse assim) por homens sexistas, falsamente refinados, altamente machistas e débeis, Peter Pans fajutos sem o dom de voar, que as usam como trofeus. Divorciados ou solteirões que fazem questão de comprar o carro caro do ano para se sentirem seguros, viris e mais jovens. Nem todos, mas a maioria deles metrossexuais deslumbrados, sem auto conhecimento, sem instrução, refinamento emocional ou intelectual.

Nesses casos o grupo inconscientemente elege alguém, sem consciência ou noção de responsabilidade sobre o que fala, para ser o foco do fogo, a rainha da fofoca, que emitie uma opinião errônea ou uma idéia baseada na própria inveja, o que é um motivo para os outros continuarem propagando a maledicência.

Geralmente é uma mulher que calunia todas as outras e ela recebe por isso agrados velados dos homens, que têm o prazer de diminuir todas as mulhes para se sentirem mais poderosos.

Nesses meios como isso é hábito ninguém não faz idéia do mal que pode causar com suas palavras de crueldade sobre a vida alheia. No fundo porque acreditam que nada do que falam tem valor e realmente não tem, mas faz mal, pois rouba a verdade de quem tem o direito de obtê-la, de quem quer se aproximar ou criar um elo de amizade.

Algumas pessoas passam por esses grupos e não aceitam fazer parte dele por muito tempo, porque são pessoas diferentes, com outra proposta de vida e outros valores que não imagem e dinheiro. Nesse meio fingir e agredir são palavras de ordem, maldizer é um esporte agradabilíssimo, lazer, prazer, uma guerra de egos sem fim num contexto falso moralista.

Quem passa pelo grupo e não fica se afastam com nojo e repulsa, já outros resolvem continuar participando da sujeira, porque essa é a vida delas, esse é o resumo delas, talvez por terem vindo deste mesmo meio.

 
Foto: Facebook
 
 
Coisas terríveis são faladas sobre a vida dos outros, coisas não necessárias, bem como inverdades. Jogos de interesses, pessoas sendo jogadas contra outras e para outras, mulheres desqualificando outras mulheres por inveja, homens comentando suas próprias conquistas sexuais, uma baixaria horrorosa.

Nesse contexto muitos comentários falsos são confundidos com a verdade em virtude dos difamadores, muito possivelmente mitômanos, passam a acreditar nas mentiras que criam, mas esse é o passatempo deles, como não têm nada de real ou de nobre para se apoiar em sua própria vida, acreditam na falta de dignidade dos outros para se sentirem melhores, enquanto usam tudo para sua pseudo ascensão social e seu prazer reptiliano dentro daquela sociedade medíocre.

Mas eu ainda faço parte daqueles que repudiam e que se assustam mesmo e esses dias ouvi de um inteligente jovem:
- Quando nos assustamos com a maldade de alguém...
E eu completei:
- É porque não conhecemos a nossa própria maldade.
Querendo ensinar o Padre Nosso ao vigário? Esse é o meu trabalho, jovem cidadão, meu feijão com arroz de todo dia e eu adoro feijão com arroz. É meu trabalho ajudar os outros a desvendar seus próprios mistérios e farsas e assim eu também o faço para o meu próprio bem, seja me policiando, seja por meio de terapia. E te digo mais, por outro lado, se assustar é um privilégio de quem não faria isso, porque não vê sentido, pelo fato de ter segurança em sua própria vida, em suas próprias escolhas. Quem não se assusta pode ser por já estar bastante acostumado a viver repetido e participando dessas histórias ou de braços cruzados se divertindo ao assistir de camarote.

Geralmente nesse cenário moralmente catastrófico se pode fazer poucas boas e puras amizades devido a futilidade e competição reinante e, possivelmente, com pessoas afins que, como você, estão de passagem.

Mas o que leva o ser humano a ser tão cruel e irresponsável com os outros? A inventar, especular coisas feias e baixas sobre a vida alheia?
O que leva uma pessoa ou grupo de pessoas vazias, inventar e difamar os outros?
O que leva uma pessoa a levantar falso testemuno, a falar mal da vida íntima, sexual de alguém, a inventar absurdos?
Muita inveja? Competição? Falta do que fazer? Imaturidade? Depressão acompanhada de baixa auto estima? Ansiedade? Uma mãe relapsa e vendida? Um pai displicente? Péssimos exemplos na família? Subterfúgio para se sentir valorizada?
Penso que tudo isso!


Foto: Google Imagens

Quanto mais converso e estudo sobre a calúnia e a difamação, mais vejo o quanto alguém só por inveja é capaz de inventar as histórias mais terríveis e, como se não bastasse, é capaz dos outros acreditarem, mesmo sabendo que esse que falou é alguém mentiroso e desequilibrado.

No fundo, pode ser prazeroso acreditar nessas invenções, porque os outros também se sentem secretamente melhores. É sim, quando ouvimos alguém falar mal de outro, mesmo sabendo ser um absurdo o conteúdo, acabamos por acreditar e não pedimos para a pessoa parar de nos invenenar, porque inconscientemente nos sentimos melhores que a vítima da fofoca. Que pena, acreditar e precisar disso para nos sentirmos mais valorizados...

Devemos aceitar a existência da inveja como algo humano assim como a raiva, mas podemos trabalhar essas emoções e transformá-las. Não existe inveja boa, mas pode existir desejo de fazer parte, deixar sermos tomados pela felicidade do outro sem querer o que é do outro para nós e existe também a admiração. Vamos admirar!

Frente a uma pessoa talentosa e inteligente prefiro reverenciar, engrandecer, divulgar seu trabalho, porque sei que esse é o seu caminho, que batalhou muito para chegar lá, que merece o que recebe. Sei admirar os outros porque tenho consciência de que meu caminho é outro. Eu tenho outra história, história essa que é linda e valoriza por mim mesma, pelos outros que estão ao meu redor, vida paltada no amor, em uma belo trabalho e uma vida limpa.

O pior é que o invejoso que quer apagar quem tem brilho achar que se não der um degrau a estrela ou falar mal dela dificultará que chegue lá em cima. Pura ilusão.

Também já fui vítima de muita inveja e fofoca, tem gente que até hoje não ousou entrar em meus blogs para não ver meu trabalho social (www.psicologiaeadocao.blogspot.com) e nem ver como escrevo.

Já vi o veneno de perto, mas isso serviu para me afastar de gente que não me conhece de verdade, de gente que tem medo de me valorizar e me enxergar como sou, porque o faria sofrer muito de raiva. Sinto muito, queria que cada um se valorizasse antes de tudo e buscasse ser ético e virtuoso.

Se estão ansiosos querendo falar, não me usem, falem de vocês ou vão a um terapeuta para falar a vontade (tenho boas para indicar), sabendo que o que você falará não sairá da lí. Já pensou se eu fosse comentar sobre a vida íntima de pessoas que eu avaliei ou que atendi em terapia? Nunca faria isso! Minha vida é jóia, assim como a de vocês deve ser para vocês.

Doa a quem doer eu continuarei forte, merecendo o melhor de quem me enxerga como sou. Sou educada, querida, psicóloga formada em uma das melhores Universidades do País, numa profissão desejada por muitos. Amo o que faço, o faço com competência reconhecida e nasci para isso também. Continuo estudando, me enriquecendo, sou uma rebelde, uma revolucionária nata, não aceito que me enganem, muito menos desejo ser vítima desta sociedade limitada, cheguei até aqui e irei muito mais longe.

Após sofrermos por calúnias entendemos que a inveja faz tudo isso, maltrata, mas depois entramos em outra fase, a de não mais querer provar nada a niguém, pelo fato de cada vez mais ter a certeza do que o nosso brilho incomoda e muito.

Como diz meu noivo:
- “Cintia, que te importa?”

Neste momento, de fato, nada mais pode tirar a minha paz e a minha tranquilidade.

Cintia Liana


Foto: Google Imagens
 
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"Quem mente, também rouba o direito do outro de saber a verdade. Quem rouba, mata o que ainda existe de honesto no ser humano. E quem mata, nem lembra mais que tudo pode ter começado com uma pequena mentira." (Ricardo Lobão)

Na verdade em algum momento assassina, pois tolhe o que há de mais virtuoso e sagrado, deturpa, distorce, oprime, confunde, constrange, expõe e maltrata. Mas a verdade é poderosa, divina e sempre aparece gloriosa.


Por Cintia Liana

sábado, 12 de junho de 2010

Nuvens dançam

Foto: Cintia Liana By Walkíria Andrade

Minhã "pele é um poço sem fundo onde nuvens dançam ao som de um violão imaginário". (Mônica Montone)

Foto: Cintia Liana By Walkíria Andrade

Por Cintia Liana

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mulher de Minutos

Foto: Monica Montone By Rogério Felício

Não sou mulher de minutos
Daquelas que os segundos varrem para debaixo do tapete sujo
Não pinto os cabelos de fogo
Nem faço tatuagem no umbigo
Me recuso a usar corpetes e cinta-liga

Há sementes em meu ventre
São poemas que ainda não reguei
Prefiro guardá-los em silêncio
Até que o tempo amadureça meus minutos
E a vida me contemple com seus frutos

Não borro meus cílios com a solidão da noite
Nem pinto meu rosto com a palidez das manhãs
Meu corpo é feito de marés
Onde navegam mil anseios
Veleiros sem direção
Estou sempre na contramão

(Mônica Montone)

Poema de minha grande amiga Mônica Montone que intitula o seu primeiro livro lançado no Rio de Janeiro em 2003.

Foto: Monica Montone

Mônica Montone é autora do livro “Mulher de Minutos”; Íbis Libris, 2003 e participou das antologias poéticas “Ponte de Versos”; Íbis Libris, 2004; “ República dos poetas”; Museu da República, 2005 e “Seleta de Natal, poemas”; organizada por Mauro Salles, 2006”; Poesia Sempre”, Fundação Biblioteca Nacional, 2007; “Poesia do Brasil”; Grafite, 2007, entre outras. 

Atualmente escreve para o blog Fina Flor, que conta com mais de 200.000 acessos http://www.finaflormonicamontone.com/


Coisa de amiga coruja, e com razão!

Comentários:

“Mônica Montone quando sobe no palco é uma bomba atômica” (Domingos Oliveira)
“Mônica Montone não é uma estrela, é uma constelação, é o som, é tudo”(Sergio Natureza)
“A voz de Mônica Montone é linda e as músicas são excelentes” (Arnaldo Brandão)
“Adorei a música Mulher de Minutos (Paulinho Moska)
“Mônica Montone é uma poeta que não só tem o que dizer como o faz com seu próprio estilo.” (Salgado Maranhão)
“Seu livro é uma brisa forte e delicada e a cada vez que o abro e fecho algo dele nasce! Uma beleza de frescor e verdade” (Marco Lucchesi)
“Você é muito linda e ótima no palco. Meus parabéns! Gostei! Merece um palco maior, como o do Canecão, te esperamos lá”! (Mario Priolli)
“Impressionante a força e beleza que essa menina tem no palco” (Paulo Betti)
"Mônica é atrevida” (Lauro Macedo)
“Impossível descrever o carisma da Mônica” (João Veiga)

Fonte: http://beta.matrizonline.com.br/cinematheque/2010/monica-montone/

Foto: Mônica Montone

Foto: Mônica Montone

Por Cintia Liana

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Orelha do Livro Mulher de Minutos

Foto: Cintia Liana
"Posso falar meu nome, minha idade,
o que faço e quais são os meus planos para o futuro.
Isso me faria apresentável?
Arqueira por excelência,
as palavras são minhas flechas.
Tanto podem salvar, como matar.
Tenho a juventude fresca na pele,
os sonhos de uma criança
e os desejos de uma mulher.
Elemento ar.
Aprendi que a solidão pode ser bela,
já não me assusto mais com ela.
Gosto de calcinha branca, de algodão.
Não gosto de feijão, tampouco carne.
As massas se esparramam melhor em minha boca.
Tenho seios de pêra, com bicos claros.
O céu é meu teto para o que for.
Detesto gente que fala o trivial!
Mau gosto, novela, mortadela.
Musiquinha de caminhão de gás ao telefone
quando se espera ser atendido.
Gente que ostenta,
que acredita que ter é ser.
Meu sorriso é largo.
E a palavra meu ofício."

(Mônica Montone)

Orelha do livro "Mulher de Minutos", de minha amiga querida Mônica Montone, lançado no Rio de Janeiro, Brasil, em 2003.
Mônica é escritora de sucesso, poeta, atriz e cantora de renome no Rio de Janeiro, logo estará em todo o Brasil.
Seu primeiro clipe foi lançado em março na MTV Brasil.




Por Cintia Liana

terça-feira, 25 de maio de 2010

Assumindo o Todo

Fotos: Cintia Liana


"Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).
Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenha.
Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."
(Fernando Pessoa)


De fato, "somos muitos e somente assumindo o "todo  incoerente" com verdade é que podermos chegar a virtude."
(Cintia Liana)

Por Cintia Liana

sábado, 22 de maio de 2010

Uma Garota Diferente

Foto: Facebook

 

Quando eu era pequena minhas maiores aspirações eram conhecer o mundo, ler todos os livros de história, artes e psicologia e ser uma grande e inteligente mulher. Comia comida natural, me tratava com homeopatia, fazia terapia e levava suco de cenoura e beterraba para o lanche da escola.
Ao lembrar disso, olho para minha mãe sorrindo e digo “pobre menina”. Minha mãe responde com um leve sorriso nos lábios, “não brinque com o que dizes, linda e virtuosa mulher.”
Cintia Liana


Filha de pais separados aos 4 anos, fiz terapia aos 9, pois minha mãe achou mais seguro ter alguém de confiança e habilitado caso eu precisasse conversar sobre o fato. Nessa idade, já dizia que seria psicóloga e que seria bem sucedida nessa escolha. Vivia meio a psicólogos, homeopatas, naturopatas, poetas, atores e escritores. Meio a gente "alternativa", intelectual, simples, de mente adiantada, mas não "porra louca", gente sensível e séria, gente de alma, carne e osso.

Aos 4 anos adorava ouvir Rita Lee, Caetano Veloso, Djavan, Maria Bethânia e, é claro, Roberto Carlos, super ouvido na época, seu auge. Ouvia músicas de crianças, mas lembro mais das melodias dos adultos.

Como minha mãe tinha uma loja de produtos naturais e um espaço de arte e cura alternativa com restaurante natural, aos 14 anos já trabalhava meio período, já estudava florais e jogava Tarot, I Ching, gostava de Jung, no meu quarto não faltava incenso "Ananda", queria ler o livro “Não apresse o rio ele corre sozinho” de Sarah Mariot, escutava Trigueirinho e admirava Sartre e Simone de Beauvoir. Tinha uma vida ótima, mas com uma responsabilidade especial, imposta por mim mesma, a de fazer da minha vida a melhor possível, a mais consciente e do meu trabalho a minha missão de vida, com o intuito de também melhorar a vida das pessoas que precisassem de mim.

Meus pais me falaram que desde os 3 anos eu já culpava os políticos pelas obras inacabadas. Repetia, na verdade. E falava um nome de um político corrupto da época. Tinha interesse em ajudar e me preocupava com as minorias.

O meu sonho de ser psicóloga também era dividido com o de ser cantora. Fazia teatro e já cantava desde pequena, era afinada, tinha bom ouvido, bom gosto musical e uma boa voz. Nessa época, como a maioria das crianças, cantava músicas do Balão Mágico, mas também adorava Zizi Possi e Jane Dubok. Fazia pequenos shows em minha casa, oportunidade em que reunia a família e amigos que gostavam de ouvir-me.

Com 15 anos psicossomatização não era novidade alguma para mim. Falei para uma prima de 18, “estou com febre, acho que é porque me aborreci muito com aquele amigo”. Ela perguntou: e o que tem a ver? Hoje não me daria mais o trabalho de responder a uma pergunta dessas.

Com 16 fazia Thai chi thuen e Yoga, mais precisamente Light Exercises de De Rose, após ter experimentado ballet, natação, escola de circo e capoeira quando mais nova. Sempre fiz esportes e nunca precisei de drogas.

Quando acordava, a primeira coisa que fazia era tomar um copo de água antes de ingerir qualquer alimento e só hoje as pessoas estão começando a conhecer os benefícios deste simples ato, após mais de 18 anos fazendo isso.

Não conhecia remédios alopáticos, afinal desde os 3 anos sempre me tratei com homeopatia, quando era necessário. Nunca tinha dores de cabeça ou coisas que eram corriqueiras para a maioria das pessoas. Analgésico? Nem sabia o que era isso. Para mim era estranho sentir dor, ficar doente, mas é claro que tive caxumba e ou leves quadros gripais esporádicos normais do processo de desenvolvimento infantil.

Com 12 anos, mesmo gostando de comer carne, já vivia um dilema, pois sabia dos males que a carne causava ao nosso organismo. Dificuldade de digestão, liberação de toxinas, relações com a qualidade de vida, efeitos na pele... Sou filha de terapeuta e vegetariana.

Sempre escutei, “você é o que você come”, mas só após 25 anos tive o prazer de ouvir isso na TV, e de ver algumas poucas pessoas começarem a entender que há uma reação entre a comida e a qualidade da nossa saúde, mas até isso acontecer eu fui muito criticada quando deixava de comer algo gorduroso porque achava que aquilo me faria mal. As pessoas perguntavam o que é que tem a ver comida com você ficar com o nariz entupido? Essa pergunta me soava como uma grande bomba, uma ignorância absurda, porque para mim era óbvia a relação do alimento com os reflexos do corpo, gordura hidrogenada com produção de toxinas, evenenamento do sangue, efeitos de rinite, dores de cabeça, batata, sem erro.

Hoje em dia vejo os reflexos disso. Se tenho uma dor de cabeça, nunca penso em tomar um analgésico, eu tomo um chá de boldo, ótimo para o estômago e para desintoxicar, queimar gordura. Cinco minutos após o chá de boldo minha dor de cabeça não existe mais.

Minhas colegas da escola já diziam que eu seria psicóloga porque sempre quis entender tudo e a todos e que isso já era algo muito meu. Eu pensava que tinham duas opções, ser uma burguesa comum, com idéias ortodoxas e preconceituosas ou ser uma mulher de mente livre e curiosa, disposta a quebrar barreiras e repetições socialmente impostas.

Por ter tido um educação diferenciada, voltada para as coisas mais ignoradas, que era conhecida por uma minúscula parte da sociedade, por vezes me fazia ter um vocabulário e interesses bastante deferentes das crianças de minha idade, isso dificultava um pouco minhas relações, mas me fazia ter uma vida com uma qualidade muito superior, mas eu não entendia muito bem isso e em como essa qualidade poderia me ajudar ao invés de atrapalhar.

Na medida em que o tempo foi passando eu fui usando tudo a meu favor e entendendo essa diferença em minha educação e em como isso poderia honestamente me favorecer.

Continuo tendo uma vida e pensamentos um pouco diferentes, sou exigente com a qualidade das coisas. Estou atenta a ingestão saudável de alimentos, apesar de não ser adepta a alimentação natural; não engordo com facilidade, não passo dos 55 kg então como tudo o que gosto e exagero se quiser, sem a mínima culpa. E se eu precisar, tomo um bom chá de boldo depois.

Meus pais, separados há quase 30 anos, são super amigos para o que vier.

Não sigo nenhum dogma ou religião, não preciso de nada que me diga o que é certo ou errado. Meu eu superior é meu maior guia que me liga ao mundo. Entendo a noção de sistemas que explica o conceito de subjetividade, entendo Jung e gosto de física quântica e isso dá mais segurança que qualquer religião, isso ensina e entender a vida sem palavras de manipulação. Quando raramente me refiro a Jesus é sobre um dos seres humanos mais lindos que já ouvi falar, não o Jesus religioso.

Não invado o espaço dos outros, não desejo mal ou desrespeito. Respeito o meu corpo, a minha alma. Sou solidária e sempre desejo ser alguém melhor, com escolhas melhores e amar sempre mais a todos.
Gosto do que é bom, não usaria bolsas nem sapatos de couro sintético porque acho brega. Se posso usar de couro verdadeiro porque me contentaria com imitação? Se não pudesse usar de couro preferiria comprar de tecido, o simples e verdadeiro me agradam muito mais e não me dá medo ser simples. Acredio que a qualidade das coisas vai influenciando em sua vida, mas não ligo para marcas, não quero o que é de ninguém, para mim dinheiro não é o principal e o dos outros não me interessa.
Me permito sentir raiva sim, isso é real, um sentimento humano natural, mas o que faço com minha raiva é o que me diferencia, não faço mal a ninguém. Intrigas ou fofocas de jeito nenhum, isso não me alimenta, não me gera prazer. A energia da raiva em mim é encaminhada para o lugar certo, para a fala, com quem confio, e para o choro, quando preciso. Ou seja, minha região é a prática e não a teoria repetida e programada.

Tenho dificuldades que quero superar, coisas vulgarmente chamadas de defeitos, mas não uso essa palavra, pois somos humanos e podemos ajustar, transcender.

Às vezes sou egoísta, individualista, apegada e infantil. Tenho várias coisas que desejo mudar e faço o maior esforço todos os dias para melhorar. Tenho orgulho de mim quando consigo sentir vergonha de algo que fiz e consigo entender que era errado. Confio em mim mesma para me desmascarar na frente do espelho.

Não gosto de competir, cada pessoa tem seu valor, tenho a mais absoluta certeza de que sou única e o outro também.

Detesto sentir-me rejeitada e quando sou magoada e perco a confiança em alguém não volto jamais a confiar e mantenho distancia para sempre, mesmo perdoando dentro de mim.

Costumo confiar muito nos outros e falar dos meus planos e isso é péssimo, os invejosos me sugam quando podem, hoje estou mais protegida.

O meu hoje é reflexo dos meus atos, eu sei que sempre serei a principal responsável por minha vida e pelo que me acontece. Desde cedo percebi isso em processo terapêutico.

Só ouço o que é bom. Não me permito ouvir uma música de baixa qualidade, com letras vulgares ou medíocres. Ouvir o que é ruim banaliza e acostuma. Também não quero me acostumar a assistir o que não presta na TV ou falar besteiras, repetir frases preconceituosas ou machistas, isso também entra na nossa vida sem que a gente perceba e quando nos damos conta estamos também repetindo os modelos arquetípicos de maneira mais pobre.

Sou uma estudiosa nata, gosto de ler e entender os mistérios que uma boa parte das pessoas nem sabem que existe. Adoro artes, plásticas, corporais, cênicas, musicais e a arte de ser. Sei apreciar os outros.

Aprendi um pouco tarde a não dizer tudo o que penso e a tolerar certas coisas ao meu redor, para não sofrer de mal humor e nem parecer chata.

Não sigo moda, uso o que gosto,uso o que me faz bem. Não tenho muito medo de parecer diferente, para mim isso é inteligência, seguir o próprio ritmo e poder respeitar isso, mesmo que ninguém entenda ou ache estranho. Sou suficientemente segura para lançar minhas modas e não seguir alguma imposta ou ter que usar roupas caras para provar o meu valor. Não sou entendedora de marcas, isso nunca tomou espaço em minha memória ou fez minha cabeça.

Interpretei e já cantei muito, principalmente na época da faculdade, cantei em barzinhos, fui cantora do grupo instrumental e solista do coral da PUCC, onde fiz faculdade. Há 9 anos e meio sou psicóloga, pós-graduada em Psicologia Conjugal e Familiar, voltando para a Itália com o desejo de fazer outra pós-graduação em família, desta vez em Milão. Fui chamada de “Fada da adoção” por um jornal da cidade onde nasci, Salvador-BA, e por um grupo de pais de “fada dos pais adotivos”, devido ao amor que tenho à causa da criança abrigada à espera por uma família substituta. Coisas que me deixam feliz e orgulhosa de minha trajetória de vida.
Fico pensando que cada escolha nossa na vida, por menor que seja, pode mudá-la radicalmente para sempre, tudo está minimamente interconectado e mudando de configuração a todo instante e ter essa consciência traz uma sensação às vezes pesada de responsabilidade quando se faz escolhas, pois não são simples escolhas, são escolhas para a vida toda porque mudará toda a cadeia de acontecimentos futuros.

Sobre a minha ida para a Europa digo que amo o Brasil, a minha cidade, sou patriota, mas meu noivo italiano diz que eu sou a Brasileira mais européia que ele conhece. Gosto dessa frase por não admirar mesmices, gostar de tudo o que o meu País oferece, não gosto de carnaval por exemplo, não seria autêntico da minha parte se falasse que gosto só para agradar, há coisas no Brasil que me desagradam, não sou piegas, seria hipocrisia porque não gosto mesmo de algumas coisas.

Estou adorando experimentar morar fora de meu País, pois estou no mundo, viva, aprendendo e isso é o que importa. Sinto saudades, mas voltarei, conhecerei outras coisas, isso é viver.

Ter uma educação diferente pode ser desagradável quando se é inseguro e infantil, mas o que pode tornar agradável é a nossa capacidade de enxergar essa diferença como um processo das escolhas conscientes e colocar as coisas a nosso favor, sem discriminar, sem recriminar e tendo um senso de auto respeito bem apurado, porque respeito não é só necessário com os outros mas também muito importante para com nós mesmos.

Meu vício é por bom gosto, bom senso e refinamento e isso nada tem a ver com dinheiro ou status social, tem a ver com boa educação espiritual, qualidade emocional, consciência e desejo de alma.

Cintia Liana

“Uma pessoa pode ser descrita por aquilo que a cerca”.
Do ensaio de João Moreira Salles, “O Homem que escutava”, a propósito de Joseph Mitchell, no livro “O Segredo de Joe Gould”.


Por Cintia Liana

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Olhar Dentro

Foto: Facebook

"Quem olha fora sonha, quem olha dentro acorda".
[Chi guarda fuori sogna, chi guarda dentro si sveglia.]

Carl G. Jung


"Tenho olhos de investigadora, não de devota".
[Ho gli occhi di ricercatrice, non di devota.]

Cintia Liana

Por Cintia Liana

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Escrever e Descobrir

Foto: Google Imagens


É tão delicado, sutil, não é fácil perceber mas quem escreve, pesquisa, auxilia e ajuda, descobre e redescobre uma infinidade de depossibilidades.
Tenho observado que "me divido" em um blog informativo, elucidativo, político, que me leva a uma onda de gana pela justiça, por ajudar os indefesos e um outro blog poético, que pede mais a minha criança, numa onda de relaxamento e emoção pessoal.
De qualquer modo, os dois se unem por serem elementos meus, criados por mim, são partes minhas e a intersecção dos dois, o que reside nos dois, pode-se dizer que é o mais forte: o desejo de revolucionar, de desmascarar, de descobrir, buscar o que faz mais sentido, a essência.

Des-Cobrir
Des-Mascarar

Cintia Liana

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"Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite: "Sou mesmo forçado a escrever?" Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples "sou", então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Aproxime-se então da natureza. Depois procure, como se fosse o primeiro homem, a dizer o que vê, vive, ama e perde. (...)"

Trecho de "Cartas a um jovem poeta" - Rainer Maria Rilke

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http://psicologiaeadocao.blogspot.com/

Por Cintia Liana